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outubro 28, 2026
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Na virada, Lula cresce quase 7 milhões de votos em cidades governadas pelo Centrão

Por · outubro 27, 2026
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A virada da reeleição do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) também foi construída a partir de cidades governadas pelos partidos do Centrão. O cruzamento de dados entre os resultados das eleições de 2024 e os do 2º turno de 2026 revelam que o petista cresceu 6,8 milhões de votos nos municípios que elegeram prefeitos de MDB, União Brasil, Progressistas, Republicanos e PSDB, enquanto Flávio Bolsonaro conseguiu ampliar somente 2,5 milhões de eleitores nesses locais.
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Parte desse desempenho da campanha de Lula é explicado pelo crescimento do presidente em grandes cidades. A capital de São Paulo, por exemplo, puxa o MDB para a primeira posição do ranking de novos votos. O presidente já havia vencido no 1º turno no município e alavancou sua vantagem, principalmente em bairros nas zonas de classe média alta como Vila Mariana, Pinheiros e Perdizes, que costumavam dar vitórias a candidatos de centro-direita até a eleição de Bolsonaro em 2018, mas passaram a votar em Lula no segundo turno a partir de 2022.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, foi um dos responsáveis na articulação dentro do MDB para a sigla liberar os diretórios estaduais a declararem apoio a Flávio Bolsonaro no fim do 1º turno. Outro que participou das conversas foi Netinho Reis, de Duque de Caxias, sobrinho de Washington Reis, aliado de Jair Bolsonaro. Na cidade da Baixada Fluminense, Lula cresceu 7,5 pontos percentuais, enquanto o adversário perdeu 0,6 pontos percentuais.
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Partido que mais elegeu prefeitos na última eleição municipal, o PSD aparece em segundo no ranking de novos votos de Lula puxado pelo desempenho do petista em quatro capitais: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e São Luís. A capital mineira é atualmente gerida por Álvaro Damião (União), que assumiu ano passado após a morte do prefeito Faud Noman (PSD) e é próximo do PT. Nestas quatro cidades, o presidente cresceu 664 mil votos e ao, todo, os municípios com prefeitos eleitos pela sigla deram 1,8 milhão de votos a mais ao petista.

Nas cidades comandadas pelo União Brasil, que oficialmente apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno, Lula também conseguiu ampliar sua votação em patamar superior ao adversário. Ele cresceu 1,1 milhão de eleitores, enquanto o senador conseguiu aumentar em 390 mil votos.
PL x PT
Outra vantagem que ajuda a explicar a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro é o saldo de votos que eles tiveram em cidades governadas pelo PT e PL. Do primeiro para o segundo turno, o presidente reeleito conseguiu reduzir a vantagem do adversário nas cidades comandadas pelo partido rival. Nesses locais, Lula ultrapassou a barreira de 1 milhão de novos votos, enquanto o senador ampliou sua votação em 510 mil votos nas regiões controladas por corregelionários.
O prefeito Lucas Sanches (PL), de Guarulhos, fez campanha para o senador Flávio Bolsonaro, mas viu duas das sete Zonas Eleitorais da cidade paulista virarem, dando a vitória a Lula. O petista cresceu quase 78 mil votos no município, o maior aumento absoluto em cidades geridas pelo PL.

Já São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e berço do governador eleito Douglas Ruas (PL), foi o terceiro maior crescimento do petista em municípios controlado pelo Partido Liberal. A cidade é o terceiro maior colégio eleitoral do Rio, e Flávio Bolsonaro tinha vencido em todas as Zonas da cidade. Um mês depois, Lula cresceu 45 mil votos e venceu em duas Zonas Eleitorais, enquanto o adversário teve um acréscimo de 8 mil eleitores.
Por outro lado, Flávio não conseguiu furar a bolha das cidades com gestão petista. Nesses municípios, Lula também cresceu mais que o adversário: 510 mil votos contra 135 mil do senador.

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