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outubro 28, 2026
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Prédio histórico que abriga Museu da Justiça no Centro do Rio tem fachadas restauradas às vésperas do centenário

Por · outubro 28, 2026
Prédio histórico que abriga Museu da Justiça no Centro do Rio tem fachadas restauradas às vésperas do centenário


O Edifício Desembargador Caetano Pinto de Miranda Montenegro, que abriga o Museu da Justiça, no Centro do Rio, teve suas quatro fachadas restauradas após dois anos de obras. Localizado na Rua Dom Manuel, na região da Praça XV, o antigo Palácio da Justiça completa 100 anos no próximo dia 6 de novembro. Com a retirada gradual dos tapumes e andaimes, o prédio volta a se destacar na paisagem do Corredor Cultural da cidade.
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), a restauração contemplou mais de 8 mil metros quadrados de fachadas. Os trabalhos incluíram estudos da argamassa e da base original de granito preto, que tem oito metros de altura e recebeu tratamento especial, com acompanhamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Também foram realizados testes para a escolha da tinta e a recuperação manual de ornamentos danificados.
Construído no início da década de 1920 para abrigar a Corte de Apelação do Distrito Federal, o edifício tem estilo eclético e foi projetado pelos engenheiros Gastão Bahiana e Domingos Cunha, com fachadas assinadas pelos arquitetos Fernando Nereu de Sampaio e Gabriel Fernandes. O imóvel integra a Área de Proteção do Ambiente Cultural da região da Praça XV.
Para o presidente do TJRJ e governador em exercício do Rio, desembargador Ricardo Couto de Castro, a restauração representa a preservação de um patrimônio histórico da cidade.
— Trata-se da preservação da história e da memória do Poder Judiciário e de uma edificação que é patrimônio do Rio de Janeiro — afirmou.
Ao longo de um século, o antigo Palácio da Justiça foi palco de julgamentos de grande repercussão nacional, como os relacionados à Chacina da Candelária e aos assassinatos da atriz Daniela Perez e do jornalista Tim Lopes. O edifício também recebeu, em 1940, a assinatura do decreto-lei que instituiu o Código Penal, pelo então presidente Getúlio Vargas.
Desde 1999, o imóvel abriga o Museu da Justiça, que reúne mais de cinco mil itens em seu acervo, entre documentos do século XVIII, processos judiciais históricos, depoimentos, indumentárias, pinturas e mobiliário de diferentes épocas. O espaço também oferece exposições e atividades culturais gratuitas.
De janeiro a setembro deste ano, o museu recebeu cerca de 19 mil visitantes. No mesmo período, seus programas virtuais somaram mais de 142 mil registros de visualizações e participações.
A diretora do Museu da Justiça, Silea Macieira, afirma que a instituição pretende ampliar sua integração com outros espaços culturais da cidade e atrair novos públicos.
— Pretendemos estabelecer contatos com outros museus e estreitar laços com guias de turismo do Centro da Cidade, com o objetivo de inserir o Museu da Justiça em novos circuitos de visitação — disse.

Prédio histórico que abriga Museu da Justiça no Centro do Rio tem fachadas restauradas às vésperas do centenário