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‘Não penso em voltar agora’

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setembro 8, 2025
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Luiz Henrique diz que se inspira em Garrincha para brilhar na seleção

Desde as sanções sofridas pelos clubes do país em razão da guerra com a Ucrânia, a Rússia passou a ser tachada como um lugar que “esconde” os jogadores brasileiros. Pois a noite da última quinta-feira mostrou que não é bem assim. Antes mesmo de Luiz Henrique entrar em campo, o Maracanã já gritava seu nome, sinal de que os meses no país europeu não fizeram o torcedor se esquecer dele. Em campo, o atacante também provou que o frio russo não congelou seu talento.

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Grande nome da vitória por 3 a 0 sobre o Chile, Luiz fez a seleção voltar a empolgar a torcida e ganhou pontos com o técnico Carlo Ancelotti. Em meio à dificuldade de jogar em temperaturas negativas e da saudade do Brasil, o sonho de estar na Copa do Mundo de 2026 mantém seu coração aquecido. Ao GLOBO, ele fala do seu momento e dos planos no curto prazo, que não incluem um retorno ao país.

O Maracanã inteiro gritou seu nome no jogo contra o Chile. Já assimilou esse momento?

Vou te falar a verdade. Eu não esperava. Foi uma surpresa. Minha ficha está caindo agora. Estou feliz demais, vivendo esse momento único. E tenho que agradecer a toda a minha família pelo apoio. Se não tivesse isso, não estaria aqui neste momento. E também agradecer a todos da seleção que vêm me ajudando no dia a dia. O jogo de quinta-feira vai ficar sempre na minha memória. Com humildade, estou conquistando coisas importantes a cada dia. Tenho que continuar nessa pegada e desfrutar dentro de campo. Quando estou em campo, estou feliz e solto. Tudo flui naturalmente.

Não foi só a torcida do Botafogo que gritou o seu nome, mas também as dos outros clubes. Esperava esse reconhecimento?

Sei que a torcida do Botafogo puxou ali. Mas todas as outras gostaram e começaram a gritar meu nome também. Isso é o fruto do meu trabalho, está tudo dando certo. Então tenho que continuar com essa mesma pegada, jogando meu futebol com minha humildade, ajudando o Brasil.

O seu estilo de drible rende comparações com Garrincha, até pelo passado alvinegro. Já viu lances dele? Acha que vocês têm semelhanças?

Já assisti e vejo que o estilo dele é igual ao meu. De ginga, de ir para cima, de jogar alegre, se impondo para cima do adversário… Eu vejo que tenho um pouquinho dessa ginga dele, sim.

Luiz Henrique diz que se inspira em Garrincha para brilhar na seleção

Conversou com Ancelotti depois do jogo com o Chile? Ele te deu algum feedback?

Não falei muito com ele, não. Só vi a entrevista (após o jogo). Chegaram muitas mensagens para mim sobre essa entrevista. Fiquei muito feliz por um treinador desse nível, que já ganhou muitas coisas no mundo, estar falando isso de mim (em coletiva no Maracanã, Ancelotti classificou Luiz Henrique como um jogador “extraordinário”). Nos treinamentos, ele fala e apoia todo mundo. É um paizão, sabe?

Pensa muito na Copa do Mundo do ano que vem?

Todos os dias, quando vou deitar, oro e peço a Deus que me dê a oportunidade de jogar a Copa. É um sonho de criança. Não só meu, como da minha família. Quero trabalhar bem na seleção e no clube para em 2026 estar na Copa e ajudar o Brasil.

Recentemente, você disse que Neymar poderia ajudar mais o grupo, o coletivo. E o próprio Neymar reagiu nas redes sociais dizendo: “ah, pronto”. Como recebeu essa resposta?

Interpretaram errado. Faz parte. Neymar é ídolo, todo mundo ama o Neymar. Claro que todos queriam que ele estivesse aqui nos ajudando. Quando ele voltar, será superbem recebido. E, claro, também tenho o sonho de jogar do lado dele. Quero realizar! Se ele estiver aqui, vai nos ajudar muito na Copa de 2026.

Como têm sido seus primeiros meses na Rússia? Ao que tem sido mais difícil se adaptar?

Me acostumei muito bem ao futebol da Rússia, porque há muitos brasileiros (no Zenit). Os meninos que já estão lá há cinco, seis anos vêm me ajudando no dia a dia. E temos um treinador brasileiro. Quando o treinador russo fala, ele traduz. Sinto dificuldade quando chega o frio, sabe? Nós, brasileiros que vivemos no Rio, onde faz sol o tempo todo, passamos muita dificuldade no frio. Mas em outros aspectos já estou mais acostumado. Com o futebol russo e até com a cultura deles. Eles têm ótimos restaurantes.

Você se refere a jogar no frio?

Isso. Nosso estádio é tranquilo, coberto. Mas, quando a gente vai para outros estádios, é mais difícil. Faz 5ºC ou 10ºC negativos. É fogo…

Você vive em São Petersburgo, conhecida como a capital cultural da Rússia. Já deu para conhecer bem a cidade?

O que eu mais faço é sair. Quando meus amigos estão lá, saímos para restaurantes. Já fomos ao museu também. A cidade tem o maior museu da Rússia… Ainda não conseguimos conhecer tudo, porque é muito grande. Mas (São Petersburgo) é um lugar muito bom.

E já fala um pouco de russo?

Algumas coisas sim. “Bom dia”, que é “dobroye utro”. “Obrigado”, que é “spasibo”. E, quando estou jogando, tem “odin”, que é “sozinho”.

Você falou dos brasileiros do Zenit. Como é essa relação?

A gente é mais chegado. Eu, Douglas Santos, (Gustavo) Mantuan, Wendel, Gerson, Pedro, Nino… A gente sempre fica na resenha antes do treino. Fora do clube, a gente se vê só quando tem alguma reunião entre jogadores ou alguma festa de família.

Já sente saudades do Brasil?

Não vou mentir. Eu sinto sim. Mas estou muito bem lá. No Zenit, os diretores e presidentes estão sempre perguntando se nossa família está bem, se estamos precisando de alguma coisa. Mas claro que sinto um pouco de saudade do Rio e do Brasil. É outra coisa viver a torcida, sentir o calor do Brasil. Mas estou muito bem no Zenit e me sinto muito feliz lá também.

Você e Tammy Parisoto, sua mulher, moram sozinhos ou mais alguém foi com vocês?

Somos só nós dois. Mas sempre levamos a nossa família. Da última vez, levamos a mãe dela. Agora, vamos levar minha mãe e meu irmão. Porque é um pouco difícil estarmos só nós dois. É (viver) muito sozinho. Mas nós administramos isso. Somos muito parceiros, muito amigos. Sempre que sentimos alguma coisa, falamos. Se um dos dois quiser trazer alguém, amigo ou família, a gente vai lá e chama.

O que te levou para a Rússia? Foi a proposta financeira? Foi a vontade de voltar à Europa?

O Zenit estava me querendo muito. E, como eu falei, é um clube que acolhe a família. Eles estão sempre perguntando se estamos precisando de algum suporte. E também porque tinha muitos brasileiros. Os meninos estavam querendo que eu fosse muito, me mandando mensagens, falando muito bem do clube, que a estrutura é de outro nível…

Ainda tem contato com o pessoal do Botafogo?

Sim, eles sempre me mandam mensagens. A torcida também. Quando o Botafogo ganha uma partida, comento no Instagram do clube. Aí a torcida manda mensagem pedindo para voltar, falando que está com saudade. Só tenho que agradecer a eles por esse carinho. Estão sempre no meu coração.

E você pode voltar ao Brasil em breve? Ou pretende passar um bom tempo na Europa?

Não penso em voltar para o Brasil agora. Quero muito ficar na Europa. Meu sonho é ficar por lá. Desde criança, sonhei jogar num clube de alto nível da Europa. Quero fazer minha carreira e minha história por lá. Não tenho pensamento de voltar para o Brasil no momento.

Você viveu um ano mágico no Botafogo em 2024. Agora, o time está com dificuldade de repetir aquele sucesso. O que pode dizer para a torcida?

2024 foi inesquecível. Eu sei que é difícil repetir isso. Ganhar dois títulos no mesmo ano é muito difícil. Mas que a torcida continue acreditando no grupo, que tem jogadores muito talentosos.

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