Foi meu relógio que primeiro me acusou. Numa manhã dessas, o smartwatch me informou, com a frieza de um perito criminal, que eu havia dormido “abaixo do ideal” pela quinta noite seguida. Sono profundo insuficiente. Sono REM fragmentado. Nota 61 de 100, seguida de uma sugestão gentil: que tal se deitar mais cedo hoje? Não basta mais dormir mal. Agora sou todas as manhãs reprovado pela traquitana, com argumentos, gráficos coloridos, métricas e boletins diários. Não estou sozinho nessa. Nem na insônia, muito menos na vigilância. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

