A Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA), consolidou um marco na agenda global: mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano até 2035 para acelerar a transição energética e enfrentar os impactos da crise climática. Entre os temas centrais, destacaram-se financiamento verde, adaptação e inclusão social.
A Neoenergia mostrou que esses compromissos já fazem parte da sua realidade. A companhia está na vanguarda da eletrificação, não apenas gerando energia renovável, mas também investindo em redes mais robustas, digitais e inteligentes. Com essa estratégia, a empresa ajuda a impulsionar uma matriz energética mais limpa e confiável.
O financiamento sustentável é um pilar dessa jornada. Atualmente, cerca de 58% da dívida da Neoenergia está estruturada em operações verdes e contratos vinculados a indicadores de sustentabilidade, alinhados às metas de descarbonização e à modernização das redes. Um exemplo é o financiamento firmado com a International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial voltado à modernização da distribuição na Bahia. Esse contrato estabelece metas de desempenho – como a validação dos compromissos climáticos pela Science Based Targets Initiative (SBTi – organização internacional que assegura que os objetivos corporativos de redução de emissões estejam alinhados ao Acordo de Paris). Essa conquista foi anunciada pela Neoenergia durante a COP30.
Com essas iniciativas, a companhia reafirma seu papel como agente de transformação, conectando financiamento sustentável a transição energética, a inovação tecnológica e a responsabilidade climática.
– Com a validação das metas pelo SBTi, a Neoenergia consolida sua contribuição para uma transição energética segura e sustentável no Brasil. Seguimos comprometidos em antecipar soluções que unem inovação, sustentabilidade e criação de valor para toda a sociedade. Esse reconhecimento internacional reforçou que nossas ações estão alinhadas ao Acordo de Paris, colocando a Neoenergia como referência em uma economia de baixo carbono – destacou Eduardo Capelastegui, CEO da Neoenergia.
Outro marco foi o financiamento de € 300 milhões firmado com o Banco Europeu de Investimentos (BEI), destinado à modernização da rede elétrica da Neoenergia Coelba, na Bahia, beneficiando cerca de 6 milhões de clientes no estado, com sistemas automatizados, subestações reforçadas e redes mais inteligentes e resilientes.
Redes resilientes: estratégia da Neoenergia para um futuro climático desafiador
A COP30 trouxe um alerta claro: adaptação climática não é opcional. Com o Roteiro de Adaptação de Baku e 59 indicadores para medir a preparação dos países, o mundo caminha para enfrentar tempestades, enchentes e ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas. No setor elétrico, isso significa a necessidade de redes resilientes e capazes de se recuperar rapidamente diante desses eventos.
E a Neoenergia está à frente dessa transformação. A companhia tem realizado investimentos robustos para modernizar e digitalizar suas redes. Só em 2025, foram quase R$ 260 milhões aplicados em tecnologias como automação, medição inteligente e redes de comunicação 4G e via satélite, pilares para garantir energia mesmo em cenários extremos.
Além da tecnologia, a estratégia inclui pessoas. Para que as redes inteligentes entreguem todo seu potencial, é essencial contar com equipes qualificadas e integradas à operação. Por isso, desde 2019, a Neoenergia vem internalizando suas equipes, ampliando seu efetivo próprio de eletricistas em mais de 3 mil profissionais. Para suportar esse processo de primarização, a Neoenergia criou em 2013 a Escola de Eletricistas, projeto pioneiro no setor, que já formou mais de 6 mil profissionais, dentre os quais mais de mil mulheres.
– Essa primarização garante mais controle, flexibilidade e agilidade em momentos de crise, principalmente, complementando os investimentos em redes inteligentes e tornando a nossa operação mais preparada para enfrentar eventos extremos climáticos – afirmou o CEO da Neoenergia.
A integração entre tecnologia e equipes qualificadas é o que permite que a digitalização traga resultados concretos. Sistemas autônomos chamados self-healing, por exemplo, restabelecem o fornecimento de forma automática e em poucos segundos; ferramentas inteligentes identificam e isolam falhas com precisão, reduzindo o tempo de atendimento; e plataformas de monitoramento em tempo real permitem antecipar os efeitos de tempestades, ondas de calor ou ventos intensos, acionando equipes antes que o problema ganhe escala.
Essas soluções, combinadas a equipes próprias e preparadas para atuar rapidamente, fazem com que a rede seja mais previsível, segura e resiliente, atributos essenciais para garantir continuidade e qualidade do serviço aos clientes. Como destacou Solange Ribeiro, vice-presidente da Neoenergia, durante painel na COP30:
– Precisamos de estruturas de redes e, principalmente, de investimento do setor privado para viabilizá-las. A resiliência da infraestrutura elétrica é um ativo estratégico para o desenvolvimento sustentável e econômico, pois garante segurança energética e capacidade de adaptação diante de eventos climáticos extremos.
Inclusão e diversidade: o diferencial competitivo da Neoenergia na transição energética
A COP30 deixou evidente que a agenda climática só avança de forma consistente quando é inclusiva, ou seja, construída com a participação efetiva de mulheres, povos indígenas e comunidades tradicionais. No Brasil, a Neoenergia já transforma esse princípio em ação, promovendo igualdade de oportunidades tanto nas áreas operacionais quanto em posições estratégicas, mostrando ainda que diversidade também fortalece resultados.
O Programa Mulheres Eletricistas, reconhecido pela ONU Mulheres e pelo Fórum Econômico Mundial, é exemplo disso. Em cinco anos, a participação feminina nas contratações de eletricistas saltou de 1,7% para 36,4%, com 1.000 mulheres formadas nas Escolas de Eletricistas da Neoenergia e mais de 70% contratadas pela companhia. A empresa foi pioneira nesta frente no setor elétrico, lançando a primeira turma exclusiva para mulheres.
Outro marco é o Potencialize, primeiro programa do setor voltado para acelerar carreiras de profissionais negros e pardos: em apenas um ano, metade dos participantes foi promovida, reforçando que inclusão também é sinônimo de liderança.
Soluções baseadas na natureza ganham escala
Carbon2Nature Brasil avança em restauração florestal e geração de créditos de carbono
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A Neoenergia também vem ampliando sua atuação em conservação ambiental e economia de carbono por meio da Carbon2Nature Brasil, joint venture com a Carbon2Nature, empresa do Grupo Iberdrola. A iniciativa desenvolve soluções que integram restauração florestal, preservação da biodiversidade e geração de créditos de carbono de alta qualidade, contribuindo para soluções baseadas na natureza.
Um dos destaques é o Projeto Muçununga, desenvolvido no sul da Bahia em parceria com a Biomas. A iniciativa está restaurando 1,2 mil hectares de Mata Atlântica degradada, com investimento de R$ 55 milhões no plantio de 2 milhões de mudas de mais de 70 espécies nativas até 2027. Ao longo de 40 anos, o projeto deve gerar aproximadamente 525 mil créditos de carbono, apoiando a remoção de CO₂ da atmosfera e a recuperação de um dos biomas mais ameaçados do país.
As ações reforçam o compromisso da Neoenergia com soluções climáticas baseadas na natureza, um dos temas debatidos na COP30 como estratégia essencial para ampliar a captura de carbono, proteger ecossistemas e gerar impacto social positivo nas comunidades envolvidas.

