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setembro 29, 2026
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Netinho de Paula: o que se sabe sobre o tumor descoberto na tireoide

Por · setembro 29, 2026
Netinho de Paula: o que se sabe sobre o tumor descoberto na tireoide


Netinho de Paula, de 56 anos, foi diagnosticado com carcinoma papilífero da tireoide, o tipo mais comum de câncer nessa glândula. Segundo a assessoria do cantor e apresentador, a doença foi identificada em estágio inicial depois que exames apontaram um nódulo, posteriormente confirmado por punção. Ele segue em acompanhamento médico e tem uma cirurgia prevista para outubro.
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O carcinoma papilífero costuma apresentar crescimento lento e, de modo geral, tem prognóstico favorável. “Ele representa cerca de 80% de todos os casos de câncer da tireoide. Tem origem nas células foliculares da tireoide e sua principal característica é apresentar um crescimento muito lento. Por isso, é considerado um tumor bem diferenciado”, explica o oncologista Ramon Andrade de Mello, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia.
Embora possa surgir em diferentes faixas etárias, esse tipo de tumor é mais frequente em mulheres e costuma ser identificado entre os 30 e 50 anos. A origem nem sempre pode ser determinada. Entre os fatores associados estão a exposição prévia à radiação na região do pescoço, algumas síndromes genéticas e o histórico familiar.
Como o câncer de tireoide é identificado
A investigação geralmente começa a partir da presença de um nódulo na glândula. A ultrassonografia é um dos principais exames utilizados para observar suas características e avaliar se há sinais que mereçam uma investigação mais detalhada.
Quando existe suspeita, pode ser indicada a punção aspirativa por agulha fina, conhecida como PAAF. “É um procedimento rápido que permite analisar as células do nódulo e determinar suas características”, diz Ramon.
A confirmação do carcinoma papilífero não significa, necessariamente, que a doença tenha avançado. O estágio, o tamanho do tumor e outros aspectos observados na avaliação médica ajudam a definir a conduta para cada pessoa.
Tratamento depende das características do tumor
A cirurgia é uma das principais formas de tratamento para os casos em que a retirada do tumor é indicada. O procedimento, chamado tireoidectomia, pode envolver parte ou toda a glândula, dependendo das características encontradas na avaliação.
Em algumas situações, o tratamento pode incluir também o uso de iodo radioativo depois da operação. Segundo Ramon, a indicação depende de fatores como o tamanho do tumor e os resultados da análise feita após a cirurgia. O objetivo é eliminar possíveis células tumorais que tenham permanecido no organismo.
Apesar de a palavra câncer naturalmente provocar preocupação, o carcinoma papilífero está entre os tumores com melhores perspectivas de tratamento. “É importante tranquilizar as pessoas porque o prognóstico do carcinoma papilífero da tireoide é excelente. Ele cresce devagar e responde muito bem aos tratamentos convencionais”, afirma o oncologista.
O especialista ressalta que as taxas de cura são elevadas, com sobrevida em cinco anos superior a 95% na maioria dos casos. A evolução, no entanto, varia conforme as características de cada diagnóstico, o estágio da doença e a resposta ao tratamento.

Netinho de Paula: o que se sabe sobre o tumor descoberto na tireoide