Da calçada já se percebe o clima de restaurante à moda antiga: salão de pé-direito alto, sanca, luminárias de vidro. O Giancarlo, novo italiano da dupla Edu Araújo e Jonas Aisengart (Quartinho, Chanchada, Glorioso, Dainer, Guadalupe, Pope e outros), lembra o espírito de clássicos como Bar Lagoa e Nova Capela, mas com o frescor dos tempos atuais. Na cozinha está o chef Matheus Zanchini (do Borgo Mooca, em São Paulo, e Pope, no Rio), que aposta em pratos de cantina: saborosos, diretos, sem firulas. “Um italiano mais livre, bem trattoria. Trouxe muito da minha experiência em São Paulo”, resume Matheus.
Essa proposta está em todo o cardápio, organizado de maneira solta, sem regras: tudo pode ser servido como o cliente preferir. “Para brincar como quiser. Escolhemos Botafogo novamente porque sentimos falta de um restaurante para comer com calma no bairro, um pouco distante do clima boêmio dominante”, diz Edu. Ainda assim, a casa terá horário estendido, com cozinha até meia-noite, ideal para um jantar pós-teatro (o Poeira fica pertinho) ou cinema. E, embora a boemia esteja longe (mas nem tanto), o bar aposta nos chopes gelados para harmonizar. “Queremos resgatar a cultura do chope preto”, destaca o empresário.
Entre os petiscos, aparecem o porco à passarinho (R$ 52), a porchetta tonnata (R$ 38) e a dupla de arancinis alla milanese (R$ 42). Na ala dos frescos, há o tuna & melone (R$ 46), atum cru em fatias, molho cítrico e melão cantaloupe, e a Salada Romanov (R$ 78), com lagosta pochê fatiada, salada de batata e bottarga. As pastas e risotos seguem a linha dos clássicos: tem Alfredo alla Giancarlo (R$ 52), uma massa fresca na manteiga da casa com parmigiano reggiano de 36 meses; lasanha (R$ 72) com ragu de boi e porco. Entreos frutos do mar, há o polvo grelhado (R$ 88), servido com manteiga e molho pomodoro. Nos acompanhamentos, dá para escolher sabores como favas com guanciale (R$ 32) ou espinafre alla Fiorentina com ovo mole (R$ 28). “É italiano, mas com opções bem cariocas. Tem salada de tomate com palmito, por exemplo”, diz Jonas. Matheus completa: “Aposto em duas receitas com língua: uma à francesinha, para petiscar, e uma massa recheada de batata e língua”.
Como pede uma boa casa italiana, os cafés ganham atenção especial. Além dos espressos de torrefação própria, saem cappuccinos, affogatos e macchiatos, perfeitos para acompanhar os doces: tiramisù, bomboloni de biscoito com morango e chantilly e sorvete de zabaione da casa. Uma dica: das 16h às 18h, haverá ainda um serviço de drinques acompanhados por petiscos de cortesia. “É um costume que vimos na nossa viagem de pesquisa”, conta Jonas. A carta de vinhos é diversa e passeia por rótulos com valores entre R$ 108 a R$ 600.
O Giancarlo abre esta semana na Rua Oliveira Fausto, 11, em Botafogo.

