Em apenas uma década, o número de brasileiros com obesidade atendidos na Atenção Primária à Saúde passou de 3,09 milhões para 11, 12 milhões. Os dados são do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde. No mesmo período, o número de adultos com sobrepeso passou de 4,19 milhões para 10,76 milhões. Mais: em 18 estados, ao menos 70% dos adultos acompanhados apresentam excesso de peso.
O Rio Grande do Sul registra a maior proporção de adultos com obesidade (42,6%), seguido por São Paulo (40,5%) e Rio de Janeiro (40,1%).
O grande aumento dos números levanta a discussão a capacidade dos sistemas de saúde de oferecer prevenção, acompanhamento e tratamento adequado à população. O tema foi discutido durante o XVI Congresso Latino-Americano de Obesidade, que termina hoje, em Salvador.
Entre os gargalos identificados estão o financiamento insuficiente, os custos assumidos diretamente pelos pacientes, a falta de articulação entre políticas públicas, a estrutura inadequada dos serviços de saúde e o estigma relacionado ao
O estudo também identificou o comprometimento da oferta de atendimento multidisciplinar às pessoas com obesidade, especialmente pela escassez de profissionais como nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas.
O Atlas Mundial da Obesidade 2026, divulgado em março deste ano pela Federação Mundial de Obesidade, alertou que 20,7% das crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos, o equivalente a 1 a cada 5, têm sobrepeso ou obesidade no país. O número revelou um aumento em relação a 2010, quando era de 14,6%.
Número de brasileiros com obesidade atendidos no SUS triplica em 10 anos
