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Número de mortos após colisão de trens na Espanha sobe para 74

Por · outubro 29, 2026
Número de mortos após colisão de trens na Espanha sobe para 74


O número de mortos na colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha subiu para 74, segundo o balanço mais recente divulgado nesta quinta-feira pela Comissão de Investigação de Acidentes Ferroviários do Ministério dos Transportes. O desastre ocorreu na quarta-feira, perto de Urda, na região de Castilla-La Mancha, a cerca de 150 quilômetros ao sul de Madri.
Contexto: Colisão entre trens de alta velocidade na Espanha deixa ao menos 68 mortos; circulação ferroviária foi interrompida
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O novo balanço supera a contagem anterior das autoridades regionais, que apontava 69 mortos. O acidente também deixou 179 feridos, e equipes de resgate continuavam os trabalhos entre os vagões destruídos.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, prometeu investigar as causas do acidente e esclarecer eventuais responsabilidades.
— Vamos investigar até o fim. E, se houve negligência, isso será esclarecido — afirmou Sánchez na quarta-feira, durante uma visita ao local da tragédia.
O presidente do governo cancelou sua participação em uma cúpula sobre obesidade prevista para Madri, e o Partido Socialista (PSOE), que ele lidera, suspendeu as atividades de campanha previstas para o dia.
A Espanha iniciou nesta quinta-feira três dias de luto nacional. A tragédia é o segundo grande acidente ferroviário registrado no país neste ano e reacendeu o debate sobre a segurança da rede de alta velocidade.
Falha na retomada da circulação está entre pontos investigados
A colisão ocorreu por volta das 8h53 de quarta-feira, no horário local, quando um trem da estatal Renfe, que havia partido de Madri com destino a Sevilha, atingiu por trás uma composição da empresa Iryo que estava parada nos trilhos.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, afirmou que uma falha informática havia afetado um trecho ferroviário de aproximadamente 69 quilômetros. Segundo os primeiros indícios, por volta das 8h30, a falha levou à parada de cerca de seis trens, conforme previsto para esse tipo de situação. Entre eles estavam as duas composições envolvidas no acidente.
Pelo menos um dos trens, o AVE da Renfe, retomou a viagem poucos minutos depois, sem adotar as precauções de velocidade previstas, e percorreu cerca de 25 quilômetros antes de atingir a parte traseira do Iryo.
— É o centro de controle, por meio de seus operadores, que toma a decisão de retomar a circulação, em circunstâncias que, do nosso ponto de vista, são inexplicáveis — afirmou Puente, que classificou a ordem como “equivocada”.
As circunstâncias da retomada do tráfego e a eventual existência de negligência estão entre os pontos que devem ser esclarecidos pela investigação.
Equipes continuam procurando vítimas
As operações de resgate prosseguiram nesta quinta-feira entre os vagões destruídos. Com o auxílio de dois grandes guindastes, as equipes trabalhavam em meio às ferragens para localizar vítimas.
— Não podemos considerar esse trabalho concluído — afirmou Esther Padilla, porta-voz do governo regional de Castilla-La Mancha, onde ocorreu a colisão.
No município de Urda, o mais próximo do local do acidente, parte de uma escola foi preparada para receber familiares em busca de informações sobre pessoas que estavam nos trens. Funcionários da Cruz Vermelha prestavam assistência aos grupos, alguns deles em estado de choque.
— Serão horas difíceis e longas — afirmou Carmen García, psicóloga que trabalha no centro: — Temos pessoas em estado de choque, que não têm consciência do que aconteceu, pessoas com raiva, pessoas tristes, preocupadas. O luto será complicado.
A Guarda Civil instalou quatro postos em Madri, Toledo, Córdoba e Sevilha para coletar amostras de DNA de familiares que possam ajudar na identificação das vítimas. Também foram abertos pontos de doação de sangue em Castilla-La Mancha e Madri.

Número de mortos após colisão de trens na Espanha sobe para 74