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outubro 8, 2026
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O lifting facial voltou ao radar da beleza. O que mudou?

Por · outubro 8, 2026
O lifting facial voltou ao radar da beleza. O que mudou?


Depois de anos em que preenchimentos, toxina botulínica e bioestimuladores ocuparam boa parte das conversas sobre rejuvenescimento, o lifting facial volta a aparecer entre as opções para quem busca mudanças mais duradouras na aparência. A cirurgia, no entanto, chega a 2026 distante da imagem de rostos excessivamente esticados que marcou outras décadas. A proposta atual está mais ligada à recuperação dos contornos e à preservação dos traços individuais.
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O interesse pelo procedimento também ganhou espaço com a transformação de algumas celebridades. Kris Jenner, por exemplo, falou publicamente sobre ter realizado um novo facelift. Já as aparências rejuvenescidas de Lindsay Lohan, Demi Moore e Christina Aguilera despertaram especulações sobre possíveis intervenções, embora não haja confirmação de que os resultados tenham relação com um lifting facial.
A mudança acompanha uma discussão mais ampla sobre o envelhecimento. Em vez de buscar um rosto completamente diferente, a estética contemporânea privilegia contornos definidos, proporções equilibradas e movimento.
Para o cirurgião especializado em face Fernando Molina, preenchimentos e cirurgia têm indicações distintas e não devem ser tratados como alternativas equivalentes em todos os casos.
“Nem todo sinal de envelhecimento precisa de cirurgia. O problema acontece quando tentamos corrigir uma queda estrutural apenas adicionando volume. Quando existe flacidez e deslocamento significativo dos tecidos, preencher continuamente pode aumentar o peso do rosto e modificar suas proporções. Em determinados pacientes, reposicionar pode fazer mais sentido do que continuar preenchendo”, explica.
Menos esticado, mais natural
O envelhecimento não se manifesta apenas por meio das rugas. Ao longo dos anos, a distribuição da gordura facial se modifica, a produção de colágeno diminui e os tecidos podem perder sustentação. As alterações costumam ser percebidas especialmente nas bochechas, na linha da mandíbula e no pescoço.
É nesse contexto que a cirurgia passou a incorporar técnicas voltadas ao reposicionamento das estruturas, em vez de simplesmente retirar o excesso de pele. O objetivo é acompanhar as mudanças provocadas pelo tempo sem descaracterizar o rosto.
“O objetivo não deveria ser criar outro rosto ou apagar completamente os sinais do tempo. Um bom rejuvenescimento faz a pessoa parecer mais descansada, recupera determinados contornos e mantém sua identidade. Naturalidade começa no planejamento”, diz.
Existe uma idade certa?
Embora os 40 anos sejam frequentemente associados ao momento em que algumas pessoas começam a considerar o lifting, não existe uma faixa etária determinada para realizar a cirurgia. A indicação depende de fatores como genética, exposição solar, oscilações de peso, anatomia e qualidade da pele.
Por isso, duas pessoas com a mesma idade podem apresentar mudanças bastante diferentes no rosto e ter indicações distintas. A avaliação individual é o que determina se a cirurgia é adequada e quais alterações podem ser trabalhadas.
“Não existe uma idade universal para fazer lifting. Existe indicação. Precisamos avaliar o que mudou naquele rosto e entender se aquilo que incomoda pode realmente ser corrigido pela cirurgia. Rejuvenescer não deveria significar perseguir um rosto sem idade, mas preservar expressão, proporção e identidade”, pontua Molina.

O lifting facial voltou ao radar da beleza. O que mudou?