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O policial que desarmou sequestrador após se aproximar dele com filmadora

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outubro 9, 2025
in News
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O bandido Marcelo Bastos com a refém Luciana, de 14 anos — Foto: Reprodução/Acervo O GLOBO

Dois ladrões tentaram assaltar uma loja no bairro do Ipiranga, em São Paulo, mas foram surpreendidos por policiais. Enquanto um dos bandidos fugiu, o criminoso Marcelo Bastos, também conhecido como Beiçola, fez a adolescente Luciana da Silva Oliveira de refém. Encostando um revólver na cabeça dela e agarrando a moça pelo pescoço, ele passou a exigir armas e um carro para escapar de lá.

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Naquela quarta-feira, dia 10 de outubro de 1990, há 35 anos, usando a menina de 14 anos como um escudo, o ladrão foi se deslocando até ficar na frente de uma igreja pentecostal, na esquina entre as ruas Manifesto e Oliveira Alves. Durante mais de duas horas, Beiçola esteve encurralado por cerca de 50 policiais, além de curiosos e jornalistas que chegaram para cobrir o crime em andamento.

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Segundo uma reportagem do GLOBO publicada no dia seguinte, o bandido exigia uma metralhadora com 60 pentes de bala, um fuzil automático M16 e uma espingarda calibre 12, além de um carro.

O bandido Marcelo Bastos com a refém Luciana, de 14 anos — Foto: Reprodução/Acervo O GLOBO

Ninguém convencia o criminoso a se entregar, até que chegou o 2º sargento Claudio Manoel Falcão, policial militar do Grupamento Aéreo. Ele estava de folga e sem farda, mas tinha consigo uma câmera Panasonic porque fazia “bicos” como cinegrafista. Assim que avistou o homem com o equipamento ligado, o ladrão falou olhando para a câmera: “Chega aí que eu quero dar um recado para o presidente. Eu entrego a vida dessa menina na mão do presidente. É ele que vai decidir a vida dela.”

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Logo em seguida, o sequestrador mandou o policial se afastar com uma ameaça: “Vou te dar um tiro na cara”, disse ele, achando que estava falando com um cinegrafista de TV.

Em entrevistas após o episódio, o sargento contou que, depois desse primeiro contato com o ladrão, ele continuou filmando a situação, a alguns metros de distância. Com o zoom de sua câmera, Falcão observou que o bandido estava com o dedo no gatilho, mas o revólver não estava engatilhado. Então, pediu autorização dos oficiais que lideravam o cerco para se aproximar e tentar desarmar Beiçola.

A refém Luciana entre o policial Falcão e a mulher dele, um dia após sequestro — Foto: José Carlos Moreira/Agência O GLOBO
A refém Luciana entre o policial Falcão e a mulher dele, um dia após sequestro — Foto: José Carlos Moreira/Agência O GLOBO

Foi aí que Falcão, com a câmera apontada para o bandido e a refém, aproximou-se cautelosamente, gravando tudo com a permissão do bandido. Quando estava perto o bastante, num movimento muito rápido, ele largou a filmadora e, com a mão direita, agarrou com força o revólver do ladrão, que foi logo desarmado. O policial contaria depois que, no meio da confusão, Beiçola ainda tentou disparar duas vezes, mas não conseguiu porque o cinegrafista estava segurando o tambor com as balas.

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“Você é meu herói. Salvou minha vida”, disse Luciana no dia seguinte, quando se encontrou com o PM na sede do Grupo de Radiopatrulhamento Aéreo da Polícia Militar, no Campo de Marte. “Agi friamente, pois imaginei que um dos meus filhos poderia estar na pele da Luciana”, afirmou Falcão, que, então contava 10 anos como PM e já tinha atuado em ao menos uma situação de sequestro como aquela.

Quinze anos depois, o programa Globo Repórter, da TV Globo, relembrou o caso. A produção veiculou uma entrevista exclusiva com o policial, que, então, já estava aposentado. Ele contou que perdeu um filho pequeno, morto de forma trágica, ao brincar com a arma do pai em casa. Falcão também foi condenado, em 1994, por envolvimento na morte de duas pessoas durante uma ação da PM e chegou a passar três anos preso, mas acabou absolvido quando o caso foi revisto pela Justiça Militar.

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