Perto de completar oito meses desde a liquidação do Banco Master, ocorrida em 18 de novembro do ano passado, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) anunciou que, até a última segunda-feira, ainda estimava ter aproximadamente R$ 1,2 bilhão em valores para ressarcir a clientes das instituições financeiras do grupo do Master, do banco digital Will Bank e do Banco Pleno.
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Ainda não requisitou? Veja passo a passo para requisitar investimentos de instituições liquidadas
De acordo com o fundo, já foram realizados R$ 40,03 bilhões em garantias a 718 mil credores do Master, Master de Investimento e Letsbank, equivalente a 93,7% do número total estimado. Ainda assim, cerca de 48 mil clientes ainda não buscaram seus valores em investimentos cobertos pelo fundo desde a liquidação, num somatório estimado de R$ 590 milhões em investimentos.
No banco digital Will Bank, que foi liquidado em janeiro, cerca de 89% dos clientes com investimentos garantidos pelo Fundo pediram o estorno, ou 276,8 mil credores. O total desembolsado para estes clientes já alcançou R$ 5,75 bilhões, mas o fundo ainda estima um estorno de aproximadamente R$ 925 milhões em novos reembolsos.
Para o Banco Pleno, que teve liquidação decretada em fevereiro, o FGC já pagou R$ 4,5 bilhões, de uma estimativa de R$ 4,79 bilhões em reembolsos. Requisitaram o estorno dos investimentos elegíveis cerca de 135,2 mil credores, ou 89% do número previsto pelo Fundo. Pela estimativa, ainda restam R$ 290 milhões em reembolsos elegíveis a clientes que ainda não foram buscar.
O fundo lembra que o processo de pagamento aos credores pessoas físicas das instituições liquidadas continua sendo realizado pelo aplicativo do FGC.
Perda de rendimento
O FGC é responsável por garantir até R$ 250 mil por CPF para alguns investimentos, como CDBs, títulos vendidos por bancos para se financiarem. Eles foram largamente utilizados pelo Banco Master para captar recursos com investidores, mas as taxas do banco de Daniel Vorcaro eram extremamente altas e discrepantes com a maioria das oferecidas por outros bancos do mesmo porte.
Só que dinheiro parado, como aqueles que ainda não foram requisitados pelos credores dos bancos liquidados, vão gradualmente perdendo valor, corroído pela inflação, se não investidos em aplicações que protejam desta perda.
Para efeito de comparação, de primeiro de janeiro até agora, investimentos que rendem 100% do CDI já registraram valorização líquida de 7,35%, ou 6,06% quando extraído o Imposto de Renda. Isso significa que, se R$ 1 mil fossem aportados em primeiro de janeiro, o investidor já veria seu dinheiro render mais R$ 73,50 até hoje. Se fosse sacar, teria R$ 60,60 em mãos apenas sete meses e meio depois.
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