A Secretaria estadual de Defesa do Consumidor (Sedcon), em parceria com o Procon-RJ, a Polícia Militar do Rio, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e os Procons municipais realizaram a Operação Café Real, nesta quarta-feira, para combater a venda de cafés adulterados no estado.
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A ação foi montada a partir de denúncias feitas pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), que encontrou produtos adulterados à venda na capital e em outras cidades fluminenses. As equipes fiscalizaram 19 pontos de venda na capital e em Campos dos Goytacazes, São Fidélis, Itaperuna, Carmo e Cantagalo. O produto apreendido será encaminhado para análise da Abic.
“O objetivo é fiscalizar indústrias cafeeiras e redes de supermercados em todo o estado, coibindo a venda de produtos adulterados e garantindo a proteção dos consumidores”, justificou a Sedcon.
Vendido a preços abaixo do mercado — entre R$ 20 e R$ 25 o quilo, média do valor de 250 gramas de marcas tradicionais —, o café adulterado é torrado e moído em locais não convencionais e colocado em embalagens que imitam a de grandes marcas. Segundo a Abic, produtos falsificados não passam por nenhum controle de qualidade, o que pode colocar a saúde do consumidor em risco, além de prejudicar toda a cadeia produtiva do café.
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Este produto é apresentado ao consumidor como puro, mas análises comprovam que esse tipo de falsificação costuma conter impurezas e matérias estranhas (como areia e pedras). A legislação brasileira permite apenas 1% de impurezas no café, como cascas, folhas e galhos encontrados nas lavouras. No entanto, não são permitidos grãos e sementes de outros gêneros, como milho, trigo e cevada, nem aromatizantes, corantes, açúcar, caramelo e borra de café solúvel ou de infusão.
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— Fiscalizações em produtos de grande consumo, como o café, são fundamentais para garantir que o cidadão receba exatamente aquilo que está pagando, com qualidade e segurança. O consumo de café impróprio pode causar problemas de saúde, como distúrbios gastrointestinais, além de gerar prejuízos ao bolso. Nosso compromisso é proteger a população contra práticas abusivas e enganosas — afirmou o secretário de estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca.
- Verifique a certificação: observe se a embalagem do produto possui o Selo da Abic. Este garante que o café passou por rigorosos controles de qualidade e pureza;
- Utilize o aplicativo ABICafé ou faça a leitura do QR Code: ao escanear o código de barras da embalagem, verifique se o café é certificado e em qual estilo/categoria se enquadra (tradicional, superior, extraforte, gourmet ou especial), verifique as características do alimento;
- Atenção ao preço: produtos com valores muito abaixo da média praticada no mercado podem ser indicativos de fraude. Embora o preço do café tenha aumentado, é importante desconfiar de ofertas com preços excessivamente baixos e marcas desconhecidas;
- Leia atentamente o rótulo: termos como “bebida à base de café” ou “pó sabor café” podem indicar que o produto não é composto exclusivamente por grãos de café. Esses itens não têm categoria específica e podem conter impurezas, portanto, são considerados cafés fakes.