Para participar da “Dança dos famosos”, no “Domingão com Huck”, Otaviano Costa afirma que precisou “equilibrar muitos pratinhos”. O comunicador concilia ensaios e gravações com compromissos empresariais, publicitários e pessoais. Ele fala sobre como está sendo a experiência:
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— Esta não é a primeira vez que me convidam, mas sempre houve um grande desafio de agenda, pela demanda de ensaios, diárias à disposição de programas gravados e ao vivo. Conciliar isso com o meu mundo aqui fora não foi uma tarefa simples. Além disso, tem a demanda física, o que é normal para quem não domina a técnica. E, falando em técnica — ou na falta dela —, tem ainda a dança por si só, que eu nunca tratei da maneira como estou tratando agora. Está sendo muito desafiador.
Apesar de amar dançar, Costa conta que nunca fez isso de forma profissional. O apresentador revela que a parte técnica, com tantos detalhes, é um dos maiores desafios:
— Sempre amei dançar nas mais variadas formas, estilos e situações. Grudadinho com a Flávia (Alessandra, minha mulher) num forrózinho, passando pela valsa de 15 anos das minhas filhas, ou até mesmo de braço para cima atrás de um trio elétrico em Salvador. Tenho familiaridade, mas nunca poderia imaginar que a arte da dança tem tantos detalhes técnicos, tantas sutilezas que fazem a beleza da dança ser algo tão peculiar e, ao mesmo tempo, tão potente. Estou num misto de impacto e motivação.
Antes mesmo da estreia do quadro, Otaviano teve um desafio a mais do que os colegas. Ele sofreu uma lesão na panturrilha da perna direita e ficou de fora da primeira apresentação:
— A lesão aconteceu na quarta-feira da primeira semana de ensaios. Era o pagodão baiano, um ritmo que eu adoro, mas eu nunca havia dançado com toda a coreografia e a demanda técnica que estavam sendo exigidas de mim logo na chegada. E quem chega chegando, sem saber a técnica, acaba despendendo muita energia, um esforço físico que não precisaria. Minha perna acabou entendendo isso. Mesmo eu sendo alguém que tem uma atividade física plena aqui fora, o biorritmo da chegada cobrou seu preço, e a lesão aconteceu.
Otaviano chegou a pensar em desistir da competição, mas contou com o apoio da mulher, da equipe e dos médicos para continuar na disputa:
— Lógico que eu pensei em desistir. Não foi uma lesão qualquer, e o resultado da ressonância magnética comprova isso. Havia uma extensão de quase seis centímetros de lesão. E o dr. Ney Pecegueiro, meu médico ortopedista pessoal e do “Dança”, evidenciou a gravidade do que havia acontecido. Eu só não me apresentei na primeira rodada para que não se tornasse algo ainda mais grave e que me impedisse de continuar na competição. E, para que entendam: mesmo quando retornei para a pista, ainda tomando remédio, ainda fazendo fisioterapia, até hoje mantenho todas as atenções possíveis e cuido para que isso não retorne. Toda atenção ainda é pouca.
Apesar de já estar se apresentando, Otaviano ainda não está plenamente recuperado:
— Não, ao contrário. Ainda estou em tratamento. Uma lesão como essa, no nível em que foi, leva em média de três a quatro semanas para a completa cicatrização e recuperação. Ainda estou fazendo fisioterapia, com toda atenção para cada movimento que demande alguma extensão da minha perna, algum movimento diferente, para que a lesão não volte, de novo, na gravidade em que estava.
Como teve um integrante ausente na primeira apresentação, o grupo de Otaviano acabou sendo penalizado. Carlinhos de Jesus, que faz parte do júri técnico, chegou a sugerir que o apresentador deveria ter entrado em uma cadeira de rodas. Otaviano conta se ficou chateado com o comentário e fala da repescagem:
— Tenho o maior respeito e admiração pelo júri técnico. Mas é lógico que fomos pegos de surpresa e achamos injusta a perda de pontos por conta de um critério que não sabíamos que existia. A internet como um todo também revelou insatisfação com essa situação. E digo mais: se soubéssemos que havia esse critério, os próprios professores do grupo poderiam ter atuado de alguma maneira para, inclusive, seguir a sugestão que o Carlinhos de Jesus deu no dia da votação, inserindo a minha figura sentada numa cadeira de rodas, ou de qualquer maneira, nem que fosse como um “boneco de posto”, para compor e não perder ponto algum. E não tenho dúvidas de que essa situação na primeira rodada comprometeu e ajudou a gente, ou melhor, prejudicou a gente na ida para a repescagem.
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O apresentador também fala do apoio que recebeu da mulher:
— Flavinha foi fundamental desde o convite, que compartilhei com ela, até o momento mais difícil, que foi com a fisioterapia. Estamos sempre na torcida um do outro em cada desafio que a gente se propõe, em cada projeto em que a gente entra. Essa dupla é imbatível. Somos muito apoiadores um do outro.
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Otaviano Costa no momento em que sentiu a perna nos ensaios da ‘Dança dos famosos’
Reprodução / TV Globo