A chegada do mês de agosto nesta sexta-feira acentua os extremos climáticos pelo mapa. De um lado, o Sul e o litoral do Nordeste terão áreas de instabilidade, enquanto o ar seco predomina em grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste, informou o boletim metereológico do Climatempo. Confira abaixo os detalhes da previsão do tempo.
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No Rio Grande do Sul, volta a chover principalmente no oeste, na Campanha Gaúcha e no sul do estado. As pancadas podem ser moderadas a fortes, provocadas pela formação de um cavado (região alongada de baixa pressão atmosférica, geralmente associada a condições climáticas instáveis e chuva) e pelo transporte de umidade vindo da Região Norte.
Ventos com rajadas entre 51 km/h e 70 km/h são esperados no centro-oeste gaúcho, alertou o Climatempo. Já o norte do estado, Santa Catarina e Paraná seguem com tempo firme e predomínio de sol. No norte paranaense, a baixa umidade preocupa e deve ficar abaixo de 30% nos períodos mais quentes.
No Sudeste, não há previsão de chuva. O tempo seco predomina em toda a região, com atenção especial para o interior de São Paulo e de Minas Gerais, onde a umidade relativa do ar pode registrar índices inferiores a 30%, chegando a menos de 20% no noroeste paulista e no Triângulo Mineiro. As temperaturas começam a subir de forma gradual, em relação ao início da semana, com o afastamento das massas de ar frio.
O Centro-Oeste também terá uma sexta de céu aberto e ar muito seco. Em Goiás, Distrito Federal, leste de Mato Grosso e centro-norte de Mato Grosso do Sul, a umidade deve ficar abaixo de 20%. Rajadas de vento entre 51 km/h e 70 km/h podem ocorrer no sudoeste sul-mato-grossense.
No Nordeste, a instabilidade se concentra na faixa litorânea, padrão nos últimos dias. Uma frente fria na altura da Bahia provoca chuva no litoral norte do estado, incluindo Salvador, e também em Sergipe, com destaque para Aracaju. Até o Rio Grande do Norte, as pancadas podem ser moderadas a fortes. No interior nordestino, o tempo seco predomina e a umidade relativa do ar cai abaixo de 30%.
Na Região Norte, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém chuvas de intensidade moderada a forte em Roraima, no centro-norte do Amazonas, do Pará e no Amapá. No sul do Pará e em Tocantins, o destaque é o ar seco, com índices abaixo de 30% durante a tarde.
O clima seco dificulta a respiração de quem tem problemas como bronquite e asma e pode provocar sangramentos de nariz. No caso do sol forte, a pele é a parte mais sacrificada, e por isso recomenda-se cobrir bem o corpo com roupa. Especialistas recomendam beber bastante água para manter a hidratação, bem como fazer refeições nutritivas para repor minerais perdidos no suor – sem nunca abusar da comida para não ter indisposição.
Também é um predisposto para doenças do sistema respiratório, como rinite e sinusite, por exemplo. Quando o ar está muito seco, ele acaba desidratando a mucosa respiratória e diminui os cílios de proteção presente no nariz. Favorecendo alergias e entrada de bactérias, o que pode levar a essas doenças.
Além da hidratação e de uma boa alimentação, especialistas também recomendam outros tipos de cuidados, como:
- Ambientes fechados devem ser arejados regularmente. Uma alternativa é usar vaporizadores assim como recipientes com água em ambientes mais secos;
- Consumir bastante líquido, em especial água;
- Evitar a prática de exercícios físicos entre 10 e 16 horas;
- Lave tapetes e cortinas com frequências. Aspire e limpe todos os locais que possam acumular poeira;
- Lave a suas roupas de inverno antes de vesti-las. Como ficam muito tempo guardadas no armário, elas tendem a ser contaminadas por fungos e mofo;
- Colocar uma bacia de água no ambiente para evitar o ressecamento da mucosa respiratória, além de aliviar desconfortos em crises alérgicas já manifestadas.