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outubro 15, 2026
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PDT admite discussão sobre federação partidária após não atingir cláusula de barreira

Por · outubro 14, 2026
PDT admite discussão sobre federação partidária após não atingir cláusula de barreira


O PDT discutirá a possibilidade de integrar uma federação com outros partidos em uma reunião da executiva nacional marcada para o dia 27 de outubro, dois dias após o segundo turno da disputa presidencial. Neste ano, o partido não atingiu a cláusula de barreira, perdendo acesso ao fundo eleitoral e à propaganda gratuita na TV e no rádio no próximo pleito, e saiu derrotado em estados em que apostava em candidaturas ao governo.
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A menção à discussão foi incluída no edital de convocação para a convenção nacional da sigla, marcada para o próximo mês na sede da Fundação Leonel Brizola, no Rio de Janeiro. O encontro será realizado de forma híbrida, e poderão votar membros dos diretórios do partido, parlamentares eleitos e integrantes do conselho político do partido. Na pauta, foram incluídos itens como “a análise da conjuntura nacional, o debate sobre possível federação, incorporação ou fusão com outras agremiações partidárias”.
Na reunião, também será discutida a proposição de um manifesto, de um estatuto, de programas regionalizados e de um nome para a federação. Entre as siglas consideradas para a formação do bloco partidário, a principal é o PSB, partido com o qual os pedestistas negociam desde 2022, em uma estratégia para ampliar a representação no Congresso.
Neste ano, o PDT elegeu quatro deputados para a Câmara e obteve 1,64% dos votos válidos nacionalmente para a Casa. O desempenho não supera o mínimo fixado pela cláusula de barreira, que exige 13 parlamentares eleitos em ao menos nove estados e 2,5% dos votos nacionais. O partido também enfrentou derrotas no primeiro turno de candidatos tratados como competitivos nas disputas estaduais, como Juliana Brizola (PDT) no Rio Grande do Sul e Requião Filho no Paraná.
Até a véspera, os dois apareciam em pesquisas com chance de irem para o segundo turno, mas perderam na primeira votação para Luciano Zucco (PL) no RS e para Sergio Moro no PR. A sigla também saiu derrotada em Minas, onde o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kallil (PDT) terminou a eleição em quinto lugar.
Ao longo deste ano, a sigla passou por momentos de reavaliação estratégica. A legenda chegou a ocupar cargo no primeiro escalão do governo federal, mas perdeu o espaço depois da saída de Carlos Lupi, presidente nacional do partido, do Ministério da Previdência, após o estouro do escândalo do INSS no ano passado. Depois disso, o PDT decidiu adotar uma postura de independência no Congresso e decidiu deixar a base do governo na Câmara.
Já neste ano, a sigla decidiu apoiar a campanha de reeleição de Lula e integrar a coligação encabeçada pelo PT pela primeira vez em doze anos. A aliança também incluiu acordos para a costura de apoios locais, em estados em que os petistas abriram mão de lançarem candidaturas para apoiar os pedetistas.

PDT admite discussão sobre federação partidária após não atingir cláusula de barreira