Pular para o conteúdo
novembro 1, 2026
BRcom
Dólar PTAXR$ 5,4206
News

Pix começa a ser testado em ônibus de Niterói

Por · novembro 1, 2026
Pix começa a ser testado em ônibus de Niterói


Os usuários de alguns ônibus municipais de Niterói começaram a testar no último mês o pagamento de passagens por Pix. A iniciativa, que está em fase experimental em 11 conduções que atendem a bairros da Zona Norte e a regiões como Icaraí e o Centro, é vista pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Passageiros de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) como uma oportunidade de reduzir assaltos nos coletivos e diminuir o desgaste dos motoristas que também exercem a função de cobrador.
Paralisação: Funcionários dos Correios de Niterói fazem greve após denúncia de água contaminada em unidade
Veja programação: Maricá reúne literatura, música e cultura geek em três eventos simultâneos e gratuitos
As linhas da cidade que participam dos testes são a 61 (Venda da Cruz–Icaraí), a 67 (Morro do Castro/Cova da Onça–Centro) e a 42 (Barreto–Centro).
As empresas Auto Ônibus Brasília e Expresso Barreto, que operam parte das linhas contempladas pelo projeto-piloto, afirmam que os testes são realizados em parceria com a Prodata Mais Mobi, empresa responsável pelo sistema de bilhetagem. De acordo com as operadoras, a modalidade foi integrada aos validadores já utilizados nos coletivos, sem necessidade de instalar novos equipamentos.
A equipe do GLOBO-Niterói esteve semana passada no Terminal Rodoviário João Goulart, no Centro, e constatou que o pagamento por Pix já funcionava em alguns ônibus da frota municipal. A transação é feita no mesmo equipamento utilizado para validar cartões de transporte, como Riocard. Na tela do aparelho, o passageiro acessa um QR Code e faz a leitura com o celular. Em teste realizado pelo GLOBO-Niterói, o pagamento foi concluído rapidamente.
O passageiro Marco Marín aprovou a novidade. Para ele, a possibilidade de pagar com o celular facilita a rotina, especialmente quando não há saldo disponível no cartão de transporte.
— Eu não uso mais dinheiro vivo e acredito que a maioria das pessoas também não. Às vezes, meu cartão fica sem saldo, então é ótimo, porque é só pagar com o celular, que está sempre com a gente — disse.
Michelle Vieira, que aguardava um ônibus da linha 42, também avaliou a mudança positivamente, mas defendeu a ampliação das opções de pagamento, com a inclusão de cartões bancários de débito e crédito.
— O Pix realmente melhorou a nossa vida, porque eu não ando com dinheiro físico. Mas tenho certeza de que seria bom implementar também o pagamento por cartão — opinou.
Ônibus da linha 67, uma das que têm equipamentos que aceitam Pix
Filipe Bias
Entre os rodoviários, a mudança também é vista com bons olhos. Presidente do Sintronac, Rubens dos Santos afirma que o fim da circulação de dinheiro nos coletivos é uma reivindicação antiga da categoria. Segundo ele, a proposta vem sendo apresentada à prefeituras e ao governo estadual há pelo menos dez anos.
— A reivindicação do fim da circulação de dinheiro nos ônibus para reduzir assaltos já é antiga. Além disso, com a dupla função, o motorista também sendo cobrador, o rodoviário fica mais desgastado, pois já vive uma rotina estressante, com trânsito caótico, agressões de passageiros e discussões por conta de troco. O sindicato acredita que, para os rodoviários, a medida é positiva — afirma.
Santos também defende que a modernização dos pagamentos não se limite ao Pix, permitindo ainda o uso de cartões de débito e crédito.
Em março deste ano, um projeto de lei (PL) de autoria do vereador Michel Saad (Podemos) propôs a expansão dos meios de pagamento no transporte coletivo do município. Além do Pix, a proposta incluiu os cartões bancários de débito e crédito com tecnologia por aproximação (NFC) entre as formas oficiais de quitação da tarifa de bordo.
Na justificativa da proposta, o parlamentar destacou que a medida busca resolver gargalos históricos do sistema, como a escassez de troco, as filas geradas pelo manuseio de dinheiro e a impossibilidade de recarga imediata dos cartões de bilhetagem fora do horário comercial ou distante de pontos físicos de atendimento.
Fim do dinheiro
A prefeitura informa que os testes foram determinados pela Secretaria municipal de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) e devem continuar até o fim do mês. Após esse período, será elaborado o planejamento para ampliar o pagamento eletrônico a todas as linhas municipais. A meta é elevar de 90% para 100% a participação dos meios eletrônicos no pagamento das passagens até o fim de 2026, com a retirada definitiva do dinheiro em espécie dos ônibus.
Em nota, a Auto Ônibus Brasília e a Expresso Barreto informaram ao GLOBO-Niterói que motoristas e despachantes receberam treinamento para orientar os passageiros interessados em utilizar a nova forma de pagamento. A fase experimental avalia aspectos como conexão, tempo de embarque e comportamento dos usuários.
As primeiras avaliações, segundo as empresas, foram positivas, sem oscilações que interferissem no funcionamento do sistema. As empresas também afirmaram que, em caso de defeito nos validadores, os equipamentos são substituídos imediatamente.
A expansão do Pix para o restante da frota de Niterói ainda depende da conclusão do projeto-piloto e do planejamento municipal. A administração municipal ainda não informou se cartões bancários de débito e crédito também serão aceitos quando o pagamento em dinheiro for definitivamente encerrado nos ônibus.
Initial plugin text

Pix começa a ser testado em ônibus de Niterói