Além de emplacar as maiores bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, o Partido Liberal (PL) registrou o maior crescimento no número de deputados estaduais e distritais eleitos no país. A bancada passou de 126 parlamentares nas eleições de 2022 para 212 neste ano, uma alta de 68,25%. Com o resultado, a legenda conquistou uma em cada cinco das 1.059 cadeiras das assembleias legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
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O Partido dos Trabalhadores (PT) manteve a segunda maior bancada nacional, passando de 117 para 141 eleitos, um avanço de 20,51%. Em ganho absoluto, os petistas dividiram o segundo maior crescimento com o PSD: ambas as siglas conquistaram 24 cadeiras a mais do que em 2022.
O avanço do PL também se traduziu em maior presença entre as principais forças dos Legislativos estaduais. O partido de Flávio Bolsonaro conquistou as maiores bancadas em 11 estados e no Distrito Federal. Em sete estados, assumiu uma liderança que não tinha em 2022: Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Tocantins. No Paraná e no Tocantins, a primeira posição é compartilhada, respectivamente, com PSD e Republicanos.
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Em números absolutos, o maior avanço do PL ocorreu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde a bancada passou de nove para 21 deputados eleitos, mais do que dobrando de tamanho. O resultado colocou a legenda à frente do PT, que também cresceu, de 12 para 15 representantes, mas perdeu a primeira posição. Na sequência dos maiores ganhos do PL aparecem o Paraná, com uma ampliação de cinco para 14 cadeiras, e São Paulo, onde a sigla passou de 19 para 27 parlamentares.
No Legislativo paulista, a expansão do PL ocorreu ao mesmo tempo em que o PT perdeu espaço. A bancada petista caiu de 18 para 16 deputados, uma redução de 11,11%. Com isso, a distância entre os dois partidos na maior Assembleia Legislativa do país passou de uma para 11 cadeiras.
No Rio Grande do Sul, o PL interrompeu uma sequência de seis eleições em que o PT havia conquistado a maior bancada, desde 2002. Os liberais passaram de cinco para 12 deputados, enquanto os petistas recuaram de 11 para nove, uma queda de 18,18%. Apesar da perda da liderança, o PT permaneceu como a segunda maior força da Assembleia gaúcha.
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A maior participação proporcional do PL entre as casas em que lidera foi registrada em Santa Catarina, onde a legenda conquistou 16 das 40 cadeiras, ou 40% dos assentos. Em Mato Grosso do Sul, o partido elegeu nove dos 24 deputados, o equivalente a 37,5% das vagas. O PSDB, que havia liderado as bancadas eleitas no estado em 2018 e 2022, caiu para a terceira posição, com três representantes.
No caso do PT, o maior ganho de cadeiras ocorreu na Bahia, onde a bancada passou de nove para 14 deputados eleitos, um crescimento de 55,56%. A legenda manteve a primeira posição, à frente do PSD, com nove parlamentares, e do PL, com sete. Os liberais passaram a figurar entre as três maiores bancadas baianas pela primeira vez no período analisado, iniciado em 2002.
Ceará e Minas Gerais aparecem na sequência dos maiores avanços petistas, ambos com três parlamentares a mais. No estado nordestino, o PT passou de oito para 11 representantes, mas ficou atrás do PSB, que elegeu 13 deputados. No Piauí, a bancada petista cresceu de 12 para 13 cadeiras e manteve a liderança. Bahia e Piauí foram os dois estados em que o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conquistou a maior bancada em 2026.
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O MDB, que liderou o número de deputados estaduais e distritais eleitos nos quatro pleitos entre 2006 e 2018, até ser superado pelo PL em 2022, também ampliou sua representação. A sigla passou de 94 para 112 parlamentares, uma alta de 19,15%, e ficou com a terceira maior bancada nacional.
A força emedebista aparece especialmente em estados como Maranhão, Alagoas e Pará. No Maranhão, o partido conquistou 17 das 42 cadeiras, ou 40,48% dos assentos. Em Alagoas, elegeu 15 dos 27 deputados, assegurando sozinho mais da metade das vagas. No Pará, manteve a primeira posição, com 13 representantes.
O PSD, comandado por Gilberto Kassab, passou de 79 para 103 deputados estaduais e distritais, uma alta de 30,38%, e ficou com a quarta maior bancada nacional. O crescimento ocorre após a sigla conquistar 887 prefeituras nas eleições municipais de 2024, o maior número entre os partidos naquele pleito. Nos Legislativos estaduais, um dos destaques foi o Paraná, onde o PSD elegeu 14 deputados e dividiu a liderança com o PL.
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Na direção contrária, os partidos que compõem a Federação União Progressista perderam cadeiras. Juntos, União Brasil e PP recuaram de 185 deputados eleitos em 2022 para 154 neste ano, uma redução de 16,76%. A queda foi mais acentuada no União, que passou de 99 para 73 representantes, enquanto o PP caiu de 86 para 81.
Apesar do recuo nacional, as duas legendas mantiveram posições de destaque em alguns estados. O União Brasil conquistou a maior bancada de Roraima, com oito deputados, e do Amazonas, com cinco. No Amapá, dividiu a liderança com o Republicanos, também com cinco representantes cada. O PP, por sua vez, ficou em primeiro lugar no Acre, com cinco cadeiras, e na Paraíba, onde empatou com o Republicanos, com oito deputados cada.
O Republicanos terminou a eleição com 78 deputados estaduais e distritais, a sexta maior bancada nacional. Além das lideranças compartilhadas na Paraíba e no Amapá, a sigla dividiu a primeira posição no Tocantins com o PL, com cinco cadeiras cada. Entre os demais partidos, o Podemos elegeu 47 parlamentares; o PSB, 42; PSDB e PSOL, 26 cada; e o PDT, 24. O resultado nacional do PSB contrasta com sua força no Ceará, onde conquistou a maior bancada estadual.
