A morte de um estudante de 16 anos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na noite de sexta-feira (30) gerou revolta entre parentes e amigos. De acordo com a família, David Silva Pereira foi baleado na cabeça por um policial militar durante uma abordagem. O jovem e mais dois amigos teriam ido comprar salgadinhos e voltavam para casa em duas motocicletas quando foram parados por agentes da PM. David teria se assustado e corrido, e um dos policiais atirou contra ele durante uma perseguição, conta a família. O adolescente, que estava na frente da Escola Estadual Dulce Petri quando foi atingido, chegou a ser levado para o Hospital Municipal Moacyr do Carmo.
- Pistolas croatas e fuzis turcos: como agia chefe do Alemão apontado pela PF como um dos principais compradores de armas do país
- Videogames, controles, minigames: Receita Federal apreende mais de R$ 10 milhões em produtos falsificados no Porto do Rio
Na manhã desta segunda-feira, parentes e amigos fizeram uma manifestação na Rodoviária Washington Luiz, chegando a interditar duas pistas no sentido Rio por mais de uma hora.
Segundo a família, o jovem tinha apreço pelos estudos e tinha o sonho de servir o Exército. A mãe ainda acusa os policiais de omissão de socorro.
— Quando eu cheguei, moço, o senhor não vai acreditar na cena que eu vi. Meu David sangrando no chão. Um policial chamando a atenção do outro pela besteira que ele fez e o outro no celular. E eu pedi: ‘Socorro, pelo amor de Deus. Ele é uma criança!’. O policial só falou: ‘Tá morto’ e ele ainda estava vivo. Vivo! Eles não socorreram — lamentou a mãe do estudante ao G1.
De acordo com a Polícia Civil, o caso é investigado pela 59ª DP (Duque de Caxias). A corporação diz que a perícia foi realizada no local e outras diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias do fato.
A Polícia Militar informa que policiais do 15º BPM (Duque de Caxias) tentaram abordar duas motocicletas na Rua Sebastião de Carvalho, que os condutores desobedeceram à ordem de parada e um dos policiais efetuou disparo, atingindo um dos ocupantes. Diz ainda que abriu um procedimento interno para apurar a conduta dos agentes, que eles foram afastados preventivamente do patrulhamento nas ruas e que está colaborando com as investigações.
