A Polícia Civil prendeu, neste sábado (14), uma mulher envolvida na tentativa de latrocínio contra uma advogada, ocorrida em 4 de março, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Segundo as investigações, Nathália Santana, de 28 anos, também advogada, teria fornecido abrigo para os dois bandidos que praticaram o crime se refugiarem. Ela foi capturada no bairro do Barreto, no mesmo município, e é filha de um chefe do Comando Vermelho.
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Thaís da Silva Borges, de 31 anos, foi vítima de uma tentativa de roubo e baleada enquanto dirigia seu carro na Rua Riodades. Um dos disparos atingiu o pescoço dela. A mulher segue internada em estado grave no Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca.
O esconderijo dos bandidos foi encontrado após um intenso trabalho de inteligência da 78ª DP (Fonseca) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A equipe identificou que a residência constava como alugada no nome de uma advogada, que teria auxiliado na fuga deles. Ainda de acordo com os agentes, a mulher é filha de um chefe do Comando Vermelho que atua em comunidades de Niterói, o que demonstra a ligação do crime com a facção criminosa.
A polícia localizou e capturou, neste sábado, a envolvida, que deve cumprir mandado de prisão temporária. No esconderijo dos bandidos, foi apreendido material bélico, drogas, roupa tática e um bloqueador de sinal. Os bandidos, no entanto, já tinham fugido.
Dois homens em uma motocicleta foram responsáveis pela tentativa de latrocínio. Um deles é Carlos Alexandre Assis Silva, de 27 anos. A Polícia Civil já obteve junto à Justiça um mandado de prisão temporário contra ele, pelos crimes de roubo e lesão corporal grave. O Disque Denúncia divulgou um cartaz com o rosto do homem e pede informações sobre ele, nos seguintes canais: telefones (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177, whatsapp: (21) 2253-1177 e aplicativo Disque Denúncia RJ. Em todos eles, há ferramentas que garantem o anonimato nos contatos.
O homem foi identificado através de imagens de câmeras de segurança do local do crime. Carlos tem anotações criminais por associação criminosa, desobediência, porte ilegal de arma de fogo e organização de grupo paramilitar ou formação de milícia privada. Ele já havia sido preso em junho de 2022, pelos crimes de Estatuto do Desarmamento e Organização Criminosa e estava em liberdade desde outubro de 2023, após ter sido revogada sua prisão.
A identidade do outro homem envolvido no crime ainda não é conhecida.

