A polícia prendeu os dois últimos investigados que estavam foragidos por suspeita de envolvimento em um plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar autoridades no interior de São Paulo. As prisões aconteceram nesta sexta-feira, 14, em Presidente Prudente e Álvares Machado, no interior de São Paulo.
Entre os alvos do grupo estava o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e um dos principais investigadores do PCC no estado.
Com as novas prisões, as forças de segurança consideram encerrada a operação que, desde outubro de 2025, investigava a atuação de integrantes da facção na preparação dos ataques. Segundo a apuração, os criminosos mantinham uma estrutura para levantar informações sobre a rotina e os deslocamentos das autoridades.
O objetivo seria usar os dados obtidos para planejar a execução dos ataques. A investigação permitiu identificar os integrantes do grupo e interromper a ação antes que o plano chegasse à fase de execução. Os dois presos nesta sexta-feira foram localizados por equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar. Eles eram considerados os últimos investigados ainda em liberdade.
A ofensiva contra a célula criminosa começou em outubro do ano passado. Ao longo da investigação, policiais realizaram diligências para identificar os envolvidos e reunir provas sobre a preparação dos ataques. Além de Gakiya, outro alvo identificado pela investigação foi um servidor ligado à administração penitenciária do Oeste Paulista.
Com a prisão dos dois últimos foragidos, a polícia deverá agora concentrar a apuração na análise das provas reunidas durante a operação e no andamento das ações penais contra os investigados.

