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Por que jovens estão tingindo os pelos das axilas? Veja os cuidados antes de aderir

Por · agosto 26, 2026
Por que jovens estão tingindo os pelos das axilas? Veja os cuidados antes de aderir


Uma tendência de beleza que ganhou espaço nas redes sociais chinesas transforma uma região pouco associada à experimentação estética em destaque: os pelos das axilas. Jovens têm descolorido e tingido os fios em tons como rosa, azul, verde e loiro, compartilhando o resultado e mostrando o processo em plataformas como a RedNote.
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A mudança acompanha um movimento de maior liberdade na relação com os pelos corporais, que deixam de ser apenas algo a ser removido e passam a integrar escolhas de estilo. Mas, antes de aderir à ideia, surge uma dúvida importante: produtos usados para clarear e colorir os fios são seguros para a pele das axilas?
Segundo a médica Fernanda Nichelle, especialista em estética, a região exige atenção por reunir características que podem favorecer irritações.
“A pele das axilas é uma região mais delicada e que está constantemente sujeita à umidade e ao atrito. Quando colocamos em contato com ela produtos químicos utilizados para descolorir ou tingir os pelos, podemos aumentar o risco de irritação, vermelhidão, ardência e até reações alérgicas”, explica.
Descoloração exige atenção
Para alcançar tonalidades mais vivas, a etapa de clareamento costuma vir antes da aplicação da cor. É justamente nesse momento que o cuidado deve ser redobrado, principalmente quando são utilizados produtos formulados para outras áreas do corpo.
“O processo de descoloração merece uma atenção especial porque envolve substâncias químicas que podem sensibilizar a pele. Não é porque determinado produto pode ser utilizado no cabelo que automaticamente ele é seguro para outras regiões do corpo”, alerta Fernanda.
Outro ponto é o estado da pele no momento da aplicação. O procedimento não deve ser feito sobre uma área machucada, irritada ou recém-depilada. Mesmo sem cortes ou lesões visíveis, a remoção dos pelos pode deixar a superfície mais vulnerável.
“Depois da depilação, a pele pode ficar mais vulnerável, mesmo quando não existem lesões aparentes. Aplicar uma substância química nesse momento pode aumentar a chance de ardência e irritação. O ideal é respeitar um intervalo e nunca fazer o procedimento sobre uma pele sensibilizada”, orienta.
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Reprodução Instagram
Teste de contato também é importante
Quem nunca utilizou determinado produto deve observar as recomendações do fabricante sobre o teste de contato antes da aplicação. A ausência de reação ao usar uma tintura no cabelo, por exemplo, não garante que a pele das axilas terá a mesma resposta.
“Mesmo que a pessoa já tenha usado uma tintura no cabelo sem apresentar nenhuma reação, isso não significa que ela terá a mesma resposta na pele das axilas. Cada região tem características diferentes e o contato com determinadas substâncias pode desencadear uma reação”, observa a médica.
Depois da aplicação, também é importante ficar atento à resposta da pele. Coceira intensa, ardência, inchaço, vermelhidão persistente, descamação ou lesões não devem ser encarados como efeitos esperados. Caso algum desses sinais apareça, a recomendação é suspender o uso do produto e evitar uma nova aplicação.
“Se houver uma reação importante, a pessoa deve interromper o uso do produto e não tentar reaplicar para ver se a pele se adapta. Persistindo os sintomas, é importante procurar avaliação médica”, afirma Fernanda.
A tendência mostra como os pelos corporais também podem ganhar espaço nas escolhas de beleza e estilo. Para a especialista, porém, a liberdade estética precisa vir acompanhada de atenção à região onde o produto será aplicado.
“A pessoa pode escolher manter, remover ou até colorir os pelos. O ponto principal é lembrar que o procedimento não acontece apenas nos fios. Existe uma pele ali, que precisa ser protegida. A estética pode ser uma forma de expressão, mas a saúde da pele deve estar sempre em primeiro lugar”, finaliza.

Por que jovens estão tingindo os pelos das axilas? Veja os cuidados antes de aderir