O prédio que desabou na comunidade do Cantagalo, na Zona Sul do Rio, já estava interditado pela Prefeitura desde 3 de setembro e passava por um processo de demolição gradual desde o início do mês, segundo informações da TV Globo. Ninguém ficou ferido na queda, registrada em vídeo por moradores que estavam nas proximidades.
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A Defesa Civil já acompanhava a situação da edificação antes do desabamento. Moradores também demonstravam preocupação com o imóvel, principalmente diante do período de chuvas.
Segundo a TV Globo, a prefeitura já havia determinado a interdição do edifício em 3 de setembro. De acordo com o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, a demolição gradual da estrutura já estava em andamento desde então.
Moradores relatam ampliação do prédio
Moradores relatam que o imóvel tinha inicialmente quatro andares. Eles afirmam que os proprietários começaram a construir novos pavimentos ao longo de aproximadamente dois meses.
No momento do desabamento, havia muitas pessoas no entorno. Moradores conseguiram registrar em vídeo o instante em que a estrutura veio abaixo.
“Rapaziada, um prédio caiu. Cheio de gente na rua. Tem que ter cuidado na hora de subir. Então atenção”, relatou um morador, em registro publicado nas redes sociais.
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“O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio) informa que a Defesa Civil Municipal, Subprefeitura da Zona Sul e o Corpo de Bombeiros foram acionados para a Estrada do Cantagalo, altura do número 500, em Ipanema, após o registro de queda de imóvel na noite desta quarta-feira”, disse o COR.
Ao menos sete imóveis vizinhos são interditados
Após a queda, a Defesa Civil interditou sete imóveis localizados nas proximidades, ainda segundo informações da TV Globo. As vistorias na região, porém, ainda não haviam sido concluídas no início da manhã desta quinta-feira.
O Centro de Operações informou que uma nova vistoria seria realizada, e as equipes devem retornar ao local para reavaliar todas as residências do entorno.
Até a atualização mais recente, não havia registro de feridos provocado pelo desabamento.
Setembro de 2026 se tornou o mais chuvoso da cidade do Rio em 30 anos. A capital fluminense superou os 163,2 mm de chuva e bateu o recorde anterior, os 157,7 mm registrados em 2005, segundo o Sistema Alerta Rio, do COR.
Mudanças
Para Cesar Soares, meteorologista do Climatempo, o grande volume pluviométrico na cidade durante setembro é atípico, mas não é uma grande fuga da climatologia esperada para o período.
O Alerta-Rio, do Centro de Operações da prefeitura, reforça a análise. O órgão explica que setembro é um mês de transição entre o inverno e a primavera, de forma que já pode apresentar aumento das chuvas no Rio.
A passagem de frentes frias, transporte de umidade e a atuação de áreas de instabilidade, associadas à maior disponibilidade de umidade, podem favorecer episódios mais frequentes e volumes elevados de chuva. Portanto, a quantidade e a frequência desses fenômenos em um determinado ano podem variar, como neste ano de 2026.
Apesar do início mais frio e chuvoso, a tendência para os próximos dias já é de recuperação gradual das temperaturas. A chuva ainda persiste na quinta-feira e pode aparecer na sexta e no sábado, mas o domingo deve ser de tempo firme, com máxima de 26 graus.
Prédio que desabou no Cantagalo, na Zona Sul do Rio, já estava interditado e passava por 'demolição gradual'; não há registro de feridos
