A prefeitura do Rio iniciou as obras da primeira base da Divisão de Elite da Guarda Municipal nesta terça-feira. A unidade será implantada na Praça Nossa Senhora Auxiliadora, no Leblon, na Zona Sul da cidade, a partir da reforma de uma edificação já existente da Guarda Municipal. Além desta, a Força Municipal terá outras duas unidades operacionais em sua fase inicial: uma em Inhoaíba, no Parque Oeste, e outra em Piedade, no Parque Piedade.
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Segundo o prefeito Eduardo Paes, a decisão de armar uma parte da Guarda Municipal visa impedir os crimes de rua, roubos e furtos, cuidando dos principais pontos de fluxo de pessoas na cidade. “O treinamento vai começar em setembro e vamos iniciar com essas três bases. Ao longo do tempo, iremos, com muito critério e cuidado, ampliar o tamanho da Força Municipal para que ela possa atender toda a cidade. É um processo novo que a prefeitura entra para poder colaborar com as forças de segurança do governo do estado”, afirmou o prefeito do Rio.
Cada base terá aproximadamente 500 metros quadrados de área construída e capacidade para receber até 200 agentes, totalizando 600 nas três unidades. Os espaços contarão com setor administrativo, vestiários, refeitório, estacionamento e um paiol — área destinada à guarda de armamentos. Climatizadas, as estruturas serão erguidas com blocos de concreto, laje reforçada e porta de segurança, para garantir proteção e controle.
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O projeto de construção da base está sob responsabilidade da Empresa Municipal de Urbanização (Rio-Urbe), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura. “É um investimento de aproximadamente R$ 2,7 milhões numa área de 500 metros quadrados, totalmente climatizada, com banheiros, vestiários. Uma infraestrutura adequada para darmos o melhor aos agentes que vão atuar na Força Municipal”, disse o secretário de Infraestrutura, Wanderson Santos.
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A atuação da Força Municipal será feita com base em dados e evidências científicas. As intervenções serão estratégicas nas áreas onde há maior incidência de delitos e as ações serão adaptadas às características de cada região. Todos os guardas sairão às ruas com um Quadro de Missão Diária (QMD), geolocalização ativada e atuação mapeada com base na mancha criminal de cada região.
Conforme a prefeitura, os agentes não atenderão ocorrências pelo 190 ou 1746, não realizarão operações policiais voltadas ao enfrentamento do crime organizado nem investigações criminais e não farão fiscalizações de ordem pública ou controlarão multidões ou distúrbios.
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Segundo o secretário de Ordem Pública e futuro diretor-geral da Divisão de Elite da Guarda Municipal, Brenno Carnevale, os agentes da divisão da Força Municipal serão importantes para cumprir as metas estratégicas de redução de crimes na cidade. “Dentro das nossas premissas de atuação estão o treinamento, seleção de elite desse grupamento e as bases onde essas pessoas estarão sediadas. Começamos hoje um investimento da prefeitura para termos uma base estruturada para os agentes, de onde eles vão poder se deslocar para suas missões”, explicou Carnevale.
A força contará com um treinamento específico e equipamentos modernos, como câmeras corporais e rádios que não podem ser desligados, além de monitoramento por GPS. A prefeitura afirma que o modelo terá controle, transparência e diálogo permanente com o Ministério Público e com a sociedade, além de mecanismos de fiscalização independentes, como corregedoria e ouvidoria.
*Estagiária sob supervisão de Giampaolo Morgado Braga