Acontece hoje, nesta terça-feira (16), a 20ª edição do Prêmio APTR de Teatro. Promovido pela Associação de Produtores de Teatro (APTR), o evento elege os melhores espetáculos que se apresentaram na cidade do Rio de Janeiro no último ano. São mais de 40 montagens que concorrem a 18 categorias, com destaque para títulos como “O céu da língua”, com Gregorio Duvivier, e “(Um) ensaio sobre a cegueira”, com o Grupo Galpão.
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Para o produtor Eduardo Barata, presidente da organização, a longevidade da premiação reflete a crescente e plural produção nos palcos, que tem iluminado “mais vozes, mais corpos, mais territórios, mais perspectivas e diferentes modos de produzir e imaginar a cena”, como considera. A cerimônia reunirá artistas e convidados no Teatro Riachuelo, no Centro do Rio de Janeiro, a partir das 19h.
— Vivemos a ascensão das redes sociais, dos algoritmos e, agora, da inteligência artificial. Tudo parece cada vez mais mediado por telas. E, ainda assim, o teatro permanece. Há mais de três mil anos, ele resiste justamente porque oferece aquilo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir: a presença. O acontecimento irrepetível. O risco do ao vivo — ressalta Barata. — Em tempos de hiperconexão e isolamento, talvez o teatro seja mais contemporâneo do que nunca.
Indicados ao Prêmio APTR 2026
A seguir, confira os indicados ao Prêmio APTR 2026. Neste ano, a adaptação musical de “Torto arado”, sucesso literário de Itamar Vieira Junior, lidera a disputa, com menções em 11 categorias. Também se destacam as montagens “O céu da língua”, com Gregorio Duvivier, “Ao vivo [Dentro da cabeça de alguém]”, da Cia Brasileira, e “(Um) ensaio sobre a cegueira”, do Grupo Galpão.
Concorrem à premiação espetáculos que tenham realizado ao menos 12 apresentações na cidade do Rio de Janeiro, conforme o regulamento. A comissão organizadora, presidida por Eduardo Barata, é formada por Bianca de Felippes, Celso Lemos, Marcia Dias, Marta Paret e Norma Thiré.
O corpo de jurados é formado, na categoria Adulto, por Ary Coslov, Jane Celeste, Cláudia Chaves, Luiz Antônio Pilar, Clarisse Derziê Luz, Maria Ceiça e Fátima Sá, e, na categoria Infantil, por Cristina Bethencourt, Lúcia Cerrone, Manuel Friques e João Sant’Anna.
Música
Camilla Monteiro, Leo Coutinho, Rayane Zaguini, Rafa Domi, Rohan Baruck e Vinicius S (Produção musical) — “Maldita”;
Felipe Storino (Direção musical) — “Veias abertas 60 30 15 seg”;
Jarbas Bittencourt (Músicas originais) — “Torto arado — O musical”;
Paulinho Moska, Chico César e Zeca Baleiro (Músicas originais) — “Sonho encantado de cordel – O musical”;
Ricco Viana (Músicas originais) — “Dias felizes”.
Dramaturgia
Cecilia Ripoll – “Como nos livros”;
Gregório Duvivier e Luciana Paes – “O céu da língua”;
Leonardo Netto – “O motociclista no globo da morte”;
Marcia Zanelatto – “Devora-me”;
Rohan Baruck – “Maldita”.
Ator em papel coadjuvante
Claudio Gabriel – “Ela, e algumas histórias”;
Marcelo Aquino – “O homem decomposto”;
Milton Filho – “Djavan – O musical: vidas para contar”;
Orã Figueiredo – “Os mambembes”;
Rafael Bacelar – “Ao vivo [Dentro da cabeça de alguém]”.
Atriz em papel coadjuvante
Bixarte – “Ao vivo [Dentro da cabeça de alguém]”;
Carmen Frenzel – “O céu no meio da cara”;
Dani Barros – “O homem decomposto”;
Lilian Valeska – “Torto arado – O musical”;
Sylvia Massari – “Chatô e os Diários Associados – 100 anos de paixão”.
Direção de movimento
Lavínia Bizzotto – “Eddy — Violência & metamorfose”;
Marcia Rubin – “Férias”;
Rohan Baruck e Madson Vilela – “Maldita”;
Tamires Mutawa – “Negra palavra – Poesia do samba”;
Zebrinha – “Torto arado – O musical”.
Iluminação
Ana Luzia de Simoni – “O céu da língua”;
Luciano Reis – “Torto arado – O musical”;
Nadja Naira – “Ao vivo [Dentro da cabeça de alguém]”;
Rodrigo Marçal e Rodrigo Portella – “(Um) ensaio sobre a cegueira”;
Wagner Pinto – “Choque! Procurando sinais de vida inteligente”.
Cenografia
Beli Araújo e Lidia Kosovski – “Devora-me”;
Cachalote Mattos – “Como nos livros”;
Carla Berri e Paulo de Moraes – “Dias felizes”;
Nello Marrese – “Matilde”;
Renata Mota – “Torto arado – O musical”.
Figurino
Antonio Rabadan – “Onde está Cassandra?”;
Bettine Silveira – “Torto arado – O musical”;
Biza Vianna e Dani Ornellas – “Irmãs”;
Isabela Capeto – “Os irmãos Karamázov”;
Mauro Leite – “Sonho encantado de cordel – O musical”.
Jovem talento – Troféu Manoela Pinto Guimarães
Dandara Queiroz – “Torto arado – O musical”;
Dora de Assis – “Na quinta dor”;
Elizândra Souza – “Sonho encantado de cordel – O musical”;
Milla Fernandez – “TIP – Antes que me queimem eu mesma me atiro no fogo”;
Thiago Marinho – “O formigueiro”.
Ator em papel protagonista
Alan Rocha – “Martinho, coração de rei – O musical”;
Diogo Vilela – “O bem-amado”;
Eduardo Moscovis – “O motociclista no globo da morte”;
Gregório Duvivier – “O céu da língua”;
João Cortês – “Eddy — Violência & metamorfose”;
Wagner Moura – “Um julgamento – Depois do inimigo do povo”.
Atriz em papel protagonista
Carolina Virgüez – “Veias abertas 60 30 15 seg”;
Drica Moraes – “Férias”;
Larissa Luz – “Torto arado – O musical”;
Mel Lisboa – “Rita Lee – Uma autobiografia musical”;
Patrícia Selonk – “Dias felizes”;
Renata Sorrah – “Ao vivo [Dentro da cabeça de alguém]”.
Direção
André Paes Leme – “Como nos livros”;
Elísio Lopes Jr. – “Torto arado – O musical”;
Luiz Felipe Reis e Marcelo Grabowsky – “Eddy — Violência & metamorfose”;
Rodrigo Portella – “(Um) ensaio sobre a cegueira”;
Rohan Baruck – “Maldita”.
Espetáculo
“(Um) ensaio sobre a cegueira”;
“Como nos livros”;
“Haddad e Borghi: cantam o teatro, livres em cena”;
“O céu da língua”;
“Torto arado – O musical”.
Espetáculo infantil
“Antes de qualquer coisa”;
“Do começo ao fim”;
“Do que são feitas as estrelas?”;
“O maior quintal do mundo”;
“Solaninho, uma viagem com o poeta do povo”.
Produção – Teatro
“(Um) ensaio sobre a cegueira”;
“Ao vivo [Dentro da cabeça de alguém]”;
“O céu da língua”;
“O formigueiro”;
“Um julgamento – Depois do inimigo do povo”.
Produção – Musical
“Djavan – O musical: vidas para contar”;
“Haddad Borghi: cantam o teatro, livres em cena”;
“Martinho – Coração de rei”;
“Sonho encantado de cordel – O musical”;
“Torto arado – O musical”.

