Pequenos gastrópodes marinhos conhecidos como “dragões azuis” (Glaucus atlanticus) foram encontrados recentemente em praias da Espanha, levando autoridades locais a emitir alertas e restringir temporariamente o banho. A espécie, com cerca de 3 a 4 centímetros, possui cores vibrantes e veneno que pode causar dor, vermelhidão, inchaço e, em casos mais graves, náuseas e vômitos em humanos.
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Em Guardamar del Segura, Alicante, dois exemplares foram localizados na praia de Vivers, levando a prefeitura a hastear inicialmente a bandeira vermelha, proibindo o banho, e posteriormente a bandeira amarela, permitindo a entrada na água com precaução.
Segundo o site ABC, o prefeito José Luis Sáez orientou os banhistas a manter distância dos animais, não tocá-los nem com luvas, e comunicar imediatamente a presença de exemplares aos salva-vidas ou às autoridades locais. Em caso de picada, a orientação é lavar a área com água salgada e procurar atendimento médico.
No arquipélago das Canárias, especificamente na praia de Famara, em Teguise, Lanzarote, seis exemplares foram encontrados na areia, o que levou à colocação da bandeira vermelha e à proibição do banho, segundo reportagem do jornal El Mundo, em julho. O Consórcio de Emergências de Lanzarote alertou para a possibilidade de mais exemplares estarem na água e orientou a prefeitura a informar turistas e banhistas sobre os riscos.
Os dragões azuis alimentam-se de águas-vivas, incluindo a caravela-portuguesa, e armazenam em seus próprios corpos as toxinas dessas presas. Apesar de sua aparência inofensiva, o contato com humanos pode ser doloroso, mas casos fatais são raros.
Especialistas espanhóis ressaltaram que, embora a espécie seja característica de águas temperadas e quentes dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, aparições em praias são eventos incomuns.
Em 2021, relatos semelhantes ocorreram na região de Alicante, mas só foram tornados públicos dois anos depois, como destacam pesquisadores citados pelo El Mundo.
As autoridades das duas regiões reforçam que a população deve evitar contato direto com os animais e respeitar as sinalizações nas praias enquanto a presença da espécie for monitorada.