O principal responsável pela arbitragem na Turquia e outras quatro pessoas foram colocados em prisão preventiva em um caso que está abalando as estruturas da Federação Turca de Futebol (TFF), informou neste sábado (3) a agência de notícias Anadolu.
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Em resposta ao caso, a TFF anunciou pela primeira vez, no sábado, que iniciaria a reorganização de seu Comitê Central de Árbitros (MHK).
Ferhat Gündogdu, atual presidente do órgão, seu vice-presidente e outras cinco pessoas compareceram na sexta-feira perante um juiz, no tribunal de Caglayan, em Istambul, para responder a acusações de interferência nos processos de gestão de árbitros. Eles são acusados, em particular, de “falsificação de documentos oficiais”, “abuso de confiança” e “obtenção ilegal de dados pessoais”.
O juiz ordenou a prisão de cinco deles e concedeu liberdade condicional a outros dois, detalhou a Anadolu.
Este é o mais recente escândalo a abalar o futebol turco, um ano depois de a TFF ter suspendido 149 árbitros por fatos ligados a apostas ilegais.
O ministro da Justiça declarou que os promotores investigam “acusações de interferência na definição das classificações dos árbitros, nas designações [para as partidas], nos processos de pontuação e nomeação, bem como nos exames” sobre o conhecimento das regras.
Durante as buscas, a polícia investigou especialmente a sala do árbitro de vídeo (VAR) na sede da TFF em Istambul. Segundo observadores, a investigação estaria ligada ao escândalo de apostas do ano passado e poderia atingir a TFF.
Essas novas etapas judiciais “parecem uma continuação de 2025 e é provável que o processo prossiga”, declarou à AFP o jornalista esportivo Ayhan Sensoy. Autor de um livro sobre o assunto em 2024, Sensoy duvida que os atuais dirigentes do futebol turco “tenham a mínima possibilidade de permanecer no cargo”.
Presidente de órgão de arbitragem da Turquia é preso preventivamente em investigação sobre interferência em gestão de árbitros
