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novembro 4, 2026
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Problema cardíaco leva Márcia Goldschmidt ao hospital; saiba quais sintomas merecem atenção

Por · novembro 4, 2026
Problema cardíaco leva Márcia Goldschmidt ao hospital; saiba quais sintomas merecem atenção


A internação de Márcia Goldschmidt, de 64 anos, após a descoberta de um problema cardíaco grave chamou atenção para a saúde do coração, especialmente entre as mulheres. A apresentadora revelou que um exame identificou uma alteração que exigiu intervenção de emergência. O diagnóstico, porém, não foi divulgado, o que impede identificar a causa do quadro e os detalhes do tratamento.
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Uma emergência cardíaca pode ter diferentes causas. Entre elas estão o entupimento de artérias que levam sangue ao coração, alterações no ritmo dos batimentos e problemas nas válvulas responsáveis por controlar a passagem do sangue. Algumas condições evoluem sem provocar sintomas durante muito tempo, enquanto outras podem se manifestar de forma repentina e exigir atendimento imediato.
O cardiologista Daniel Petlik alerta para a importância de não atribuir automaticamente sintomas físicos ao estresse, mesmo em períodos de maior pressão emocional.
“É importante não atribuir automaticamente todos os sintomas ao estresse. Uma dor no peito não deve ser tratada como ansiedade sem avaliação, assim como uma falta de ar que surge de repente precisa ser investigada. O cuidado está em reconhecer que problemas cardiovasculares podem coexistir com situações de tensão emocional”, orienta.
Quais problemas podem levar a uma emergência cardíaca?
Uma das situações mais conhecidas é o infarto, que acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do coração é interrompido, geralmente por uma obstrução em uma das artérias coronárias. O tratamento depende da gravidade e pode incluir medicamentos ou uma angioplastia, procedimento que utiliza um cateter para restabelecer a circulação.
Já algumas alterações nos batimentos cardíacos podem exigir medicamentos, aplicação de um choque elétrico controlado para regular o ritmo ou a implantação de dispositivos específicos. Problemas nas válvulas também podem demandar intervenções. Essas são possibilidades de tratamento para diferentes doenças e não há informações que permitam associá-las ao caso de Márcia.
A cardiologista Patrícia Hitomi Kuga, que atua na área de arritmias e medicina do estilo de vida, lembra que a ausência de sintomas não significa necessariamente que a saúde cardiovascular esteja em dia.
“Muitas pessoas associam doença cardiovascular a sintomas evidentes, como dor no peito ou palpitação. Só que alguns dos principais fatores de risco não provocam nenhum desconforto durante muito tempo. A pessoa pode se sentir perfeitamente bem e apresentar pressão alta ou colesterol alterado. É por isso que prevenção precisa acontecer antes do sintoma”, explica.
Por que as mulheres precisam de atenção especial?
As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte entre mulheres. O risco aumenta com o avanço da idade e merece atenção especial após a menopausa. Nesse período, a redução dos níveis de estrogênio pode favorecer mudanças no metabolismo e na saúde dos vasos sanguíneos.
Outros fatores também influenciam as chances de desenvolver problemas cardíacos, como pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo e histórico familiar. Por isso, o acompanhamento não deve começar apenas quando aparecem sintomas.
Outro aspecto importante é que os sinais de um infarto nem sempre se apresentam da mesma maneira. A dor ou pressão no peito é um dos sintomas mais conhecidos, mas mulheres também podem sentir falta de ar, náuseas, suor frio, desconforto nas costas ou na mandíbula e cansaço intenso.
Quando essas manifestações surgem de forma repentina, especialmente quando acompanhadas de mal-estar, é importante procurar atendimento de emergência. A avaliação rápida pode fazer diferença no tratamento.
Como prevenir problemas cardiovasculares?
A prevenção envolve cuidados que fazem parte da rotina, como acompanhar a pressão arterial, verificar os níveis de colesterol e glicose, praticar atividade física regularmente, evitar o cigarro e manter uma alimentação equilibrada.
Também é importante não ignorar mudanças no próprio corpo. Palpitações frequentes, falta de ar durante atividades habituais e cansaço sem explicação merecem investigação médica, principalmente quando representam uma mudança em relação ao padrão habitual da pessoa.
A frequência dos exames e a necessidade de avaliações específicas variam de acordo com a idade, o histórico familiar e as condições de saúde de cada mulher. Acompanhamento regular e identificação dos fatores de risco ajudam a detectar alterações antes que elas evoluam para quadros mais graves.

Problema cardíaco leva Márcia Goldschmidt ao hospital; saiba quais sintomas merecem atenção