O projeto de revitalização do Jardim de Alah, parque público tombado de 93,6 mil metros quadrados entre Ipanema e Leblon, na Zona Sul, está entre os finalistas do Architecture Hunter Awards 2026, premiação internacional que reconhece iniciativas de arquitetura e design. Assinada pelos arquitetos Miguel Pinto Guimarães, Sérgio Conde Caldas e João de Sousa Machado, a proposta concorre nacategoria destinada a projetos ainda não construídos. Os vencedores serão anunciados em dezembro.
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Organizado pela plataforma brasileira homônima, o prêmio avalia planos de arquitetura, urbanismo e design, considerando aspectos como inovação, funcionalidade e impacto social. Para Miguel Pinto Guimarães, o reconhecimento está relacionado à ideia de conciliar a recuperação de uma área degradada com benefícios ambientais, sociais e econômicos.
— O projeto atende aos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU. São pouquíssimos planos de urbanismo no mundo que o fazem — diz.
Segundo o arquiteto, a iniciativa busca recuperar uma área valorizada, mas pouco frequentada, com benefícios também para a comunidade vizinha, a Cruzada São Sebastião.
Conclusão em 2028
No canteiro de obras, o trabalho avança. De acordo com o arquiteto, a intervenção está dentro do cronograma, com previsão de conclusão no primeiro trimestre de 2028. Cerca de 200 profissionais atuam no local, onde já foram executados serviços de infraestrutura e atualização das redes de esgoto e de águas pluviais.
— As obras estão a pleno vapor. Toda a parte de infraestrutura e de instalações já foi feita. Agora, começamos a parte de estacas e estrutural — conta ele.
Os trabalhos começaram pelo trecho mais próximo à Lagoa Rodrigo de Freitas e avançam em direção à praia. Outra frente envolve a desmontagem de uma ponte provisória instalada durante as obras do metrô, processo que está próximo da conclusão, observa o arquiteto.
A revitalização é conduzida pelo consórcio Rio + Verde, que, por meio de concessão, se tornou responsável pela administração do espaço por 35 anos. O investimento inicialmente previsto, de R$ 112,6 milhões, foi atualizado para cerca de R$ 150 milhões. Em contrapartida, o grupo poderá explorar comercialmente a área, com a instalação de quiosques e lojas.
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Projeto do Jardim de Alah é finalista de prêmio internacional de arquitetura
