O PSDB decidiu liberar seus filiados e dirigentes para apoiar qualquer um dos dois candidatos à Presidência no segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi anunciada nesta quarta-feira pelo presidente nacional do partido, Aécio Neves, após consulta aos diretórios da legenda em todo o país.
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Segundo Aécio, a maioria dos diretórios consultados se divide entre a neutralidade e o apoio a Flávio Bolsonaro, enquanto uma minoria defende o apoio a Lula. Diante desse cenário, a Executiva Nacional decidiu não recomendar uma candidatura e liberar os integrantes do partido para se manifestarem como considerarem mais adequado.
— O PSDB, após consultar seus diretórios em todo o país e constatar que a maioria deles se divide entre a neutralidade e o apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais, enquanto uma pequena minoria se manifesta pelo apoio ao presidente Lula, decide, ouvida a Executiva Nacional, pela liberação dos seus membros para se manifestarem da forma que considerarem mais adequada nesse segundo turno — afirmou Aécio.
O partido também declarou que reafirma seu compromisso com a democracia e disse esperar que o vencedor da eleição “possa liderar o Brasil no caminho da prosperidade, da justiça e da pacificação nacional”.
A decisão do PSDB ocorre em meio a uma divisão entre os candidatos que ficaram fora do segundo turno. O PSD, partido de Ronaldo Caiado, também anunciou neutralidade e liberou suas lideranças estaduais, parlamentares, filiados e militantes para apoiarem qualquer uma das candidaturas. Caiado, que teve 2,19% dos votos, afirmou que discutiria seu posicionamento com o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.
Já o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) declarou apoio a Flávio Bolsonaro. Inicialmente, Zema havia afirmado que seria contra o PT no segundo turno. Na segunda-feira, porém, confirmou formalmente seu voto no candidato do PL.
— Eu não vou me omitir, nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais quatro anos de PT — afirmou Zema.
Terceiro colocado na disputa, Augusto Cury (Avante) descartou apoiar qualquer um dos candidatos. O candidato do Missão, Renan Santos, também afirmou que não apoiará Lula ou Flávio, mas liberou sua militância para escolher como votar.
PSDB libera seus quadros para apoiar Lula ou Flávio no segundo turno
