Na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) se manteve na liderança da disputa pelo Senado no Distrito Federal, com 26%. Ela é seguida pela senadora Leila Barros (PDT), conhecida como Leila do Vôlei, que busca a reeleição e tem 19%, dois pontos percentuais a mais em relação ao último levantamento. Neste ano, são duas vagas em disputa pelo Senado.
As deputadas federais Erika Kokay (PT) e Bia Kicis (PL) aparecem empatadas com 15%. Bia ganhou quatro pontos percentuais em relação à última pesquisa, no dia 8 de setembro. Erika subiu dois pontos.
Michelle e Bia Kicis são apoiadas pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, enquanto Leila e Erika Kokay fazem palanque para o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva no DF.
O levantamento também apontou as intenções de votos dos candidatos Sebastião Coelho (2%), do Novo, Professor Guilherme Amorim (1%), da UP, Ronaldo Fonseca (1%), do PSD, Tiago (1%), do Agir, Zanata (1%), do PSTU, Guto Felício dos Santos, do PSDB, (1%). Avenir Rosa, do Democrata, David Horn, do PCO, e Marley, do Avante, não pontuaram. A pesquisa indicou ainda 9% de votos brancos e nulos e 11% de indecisos.
Os resultados da pesquisa para o Senado consideram as menções para a primeira e a segunda vagas em um total que soma 100% das intenções de voto e mantém a proporção entre candidatos, brancos/nulos e indecisos.
A Quaest ouviu 1.104 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 19 e 22 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela TV GLOBO.
Celina Leão mantém liderança na disputa pelo governo do DF
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira indica que a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), lidera a disputa pelo governo do DF, com 33% das intenções de voto — no início de setembro, ela apareceu com 35%. Leandro Grass (PT) aparece, pela primeira vez, em segundo lugar com 21% à frente do ex-governador José Roberto Arruda (PSD), agora com 17% (tinha 18%). Grass subiu quatro pontos percentuais em relação à última pesquisa.
O levantamento também apontou as intenções de votos das candidaturas de Paula Belmonte (5%), do PSDB, Capelli (2%), do PSB, Kiko Caputo (2%), do Novo. Professora Samara Mineiro, da UP, Elisson, do Agir, Professor Robson, do PSTU, Expedito Mendonça, do PCO, e Rico Pinheiro, do PRTB, não pontuaram. A pesquisa ainda registrou 8% de intenções de voto em branco e 12% de indecisos.
A Quaest ouviu 1.104 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Sucessão de Ibaneis
Celina foi eleita vice-governadora na chapa encabeçada por Ibaneis Rocha (MDB) em 2022. Ela chegou a romper com o aliado após trocas públicas de acusações envolvendo a crise de fraude financeira do banco Master e a tentativa do Banco de Brasília (BRB) de comprar o Master.
Em meio às rusgas, Ibaneis desistiu de ser candidato a senador, mas o MDB, seu partido, continua na base de Celina e apoia a candidatura dela. A governadora também conta com o apoio do PL, que lançou Flávio Bolsonaro ao Planalto, e tem em sua chapa as candidatas ao Senado Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL).
Por sua vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está representado na disputa pelo petista Leandro Grass, que já comandou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e foi deputado distrital.
Nome competitivo na disputa, Arruda tem a sua participação no pleito como alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral. Em agosto, o Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) que negue o registro da candidatura do ex-governador.
Para a Procuradoria, Arruda continua inelegível por condenações por improbidade administrativa, algumas delas relacionadas a casos revelados pela Operação Caixa de Pandora, e permanece impedido de disputar eleições até 11 de dezembro de 2030.
O ex-governador, por outro lado, diz que a punição já terminou e acusa adversários de tentarem tirá-lo da disputa “no tapetão”.
Para considerar Arruda inelegível até 2030, o Ministério Público toma como ponto de partida uma condenação por improbidade relacionada a fatos ocorridos durante o governo Arruda. O processo envolveu pagamentos feitos pelo governo do DF a uma empresa por serviços prestados entre 2007 e 2009, sem cobertura contratual. Segundo a decisão reproduzida na manifestação, parte desses recursos foi desviada para o pagamento de propina. A Justiça afirmou que foi montado um esquema em que os valores pagos por meio de reconhecimento de dívida eram superfaturados para viabilizar os repasses ilegais.
A discussão sobre a duração da inelegibilidade ganhou um novo capítulo com uma mudança feita na Lei de Inelegibilidades em 2025. A nova regra estabeleceu limites para a soma dos períodos de inelegibilidade quando uma pessoa acumula condenações por improbidade. No caso de Arruda, o Ministério Público considera que as diferentes condenações não tratam de fatos juridicamente conexos e, por isso, sustenta que o período de impedimento chega a 12 anos, contados desde dezembro de 2018.
