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quem é Addison Rae, cantora que arrancou elogios de Lorde e Lana Del Rey

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junho 17, 2025
in News
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A cantora Addison Rae — Foto: Caroline Tompkins/The New York Times

Há alguns anos, quando Addison Rae procurou a Columbia Records para tentar fechar um contrato, o estrelato não estava garantido: era conhecida como um dos nomes em ascensão do TikTok, sim, usando o aplicativo para sair do anonimato e se tornar popular através da dança e da personalidade, mas não da música. Além disso, algumas demos antigas de que não gostava tinham vazado na internet e ela queria se distanciar deles.

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Por isso, em vez de apresentar canções, ela chegou à reunião com um painel semântico. Primeiro, abordou os elementos descritivos, palavras soltas como “focada”, “intensa”, “sonora”, “dança”, “brilho”; depois vieram as cores: azul-marinho, pink, roxo, amarelo; e, por fim, as capturas de tela de apresentações ao vivo de superestrelas, entre elas “I’m a alave 4 U”, de Britney Spears, no MTV Video Music Awards de 2001, e a turnê Girlie Show de Madonna.

Deu certo: conseguiu o contrato. Entretanto, segundo a entrevista que concedeu em maio ao Popcast, podcast de música do The New York Times, ela sentiu-se em uma encruzilhada:

— Eu sabia o que queria que o público sentisse ao ouvir minha música, mas que som seria esse? E o que tinha a dizer?

Essas dúvidas a levaram a uma missão, na qual passou mais de um ano: aprimorar a imagem pública, forjada no fogo algorítmico implacável do TikTok, transformando-se em uma “mocinha do pop” descolada. No início do mês saiu “Addison”, seu álbum de estreia, já considerado um dos lançamentos mais marcantes do ano no segmento. É um álbum intenso, que lembra mais o som de três décadas atrás do que uma experiência no pop contemporâneo.

A cantora Addison Rae — Foto: Caroline Tompkins/The New York Times

Isso acontece porque o fio condutor não é o gênero em si; a maioria das músicas é animadinha, mas de uma forma elaborada e controlada, e na produção há pequenas interrupções frequentes, nos momentos em que mudam de intensidade e textura. A voz de Rae é suave e delicada, como se viesse de fiapos de sonho, mas as letras normalmente falam do corpo e de sua presença — como um lembrete de que sua carreira sempre foi baseada no físico. As canções são cheias de harmonias sobrepostas, criando um clima envolvente, caloroso e etéreo.

Talvez mais significativos, porém, sejam os clipes, calcados na opulência da adolescência feminina — danças sedutoras e referências ao glamur vintage, apliques de bijuteria e caminhadas na praia, vestidos caros e a tentação das substâncias ilícitas. Nas músicas há ecos de Lana Del Rey e de Madonna, mas a personagem que Rae vem desenvolvendo ao longo do último ano não se prende a nenhuma de suas influências.

Na verdade, o que parecia ser uma mudança radical foi a evolução de uma identidade já firmada. Há 24 anos, ela nasceu Addison Rae Easterling e foi criada na Louisiana, onde desde menina participava de competições de dança. Começou a postar no TikTok no final do ensino médio e não demorou a encarar a plataforma como trabalho sério, às vezes compartilhando até oito vídeos por dia, com foco nas danças e músicas que estavam em alta.

— Quanto mais penso nessa época, mas percebo que escolha e gosto são privilégios. Eu, com certeza, fui estratégica em relação a ambos. Era muito mais uma questão de pensar em como sair de onde estava do que mostrar quem eu era. Investir nos meus interesses próprios, independentemente de quais fossem, não era opção; tive de fazer sacrifícios.

Entre os jovens que se dedicam ao mesmo filão, Rae é a que se firmou com mais segurança, talvez a única a realmente entender o sucesso no aplicativo como meio para chamar a atenção e não como reflexo de habilidades específicas. Além das redes sociais, ela estrelou o filme da Netflix “He’s all that” (“Ele é demais”), em 2021, tem um podcast e uma linha de maquiagem. Recentemente participou das filmagens de “Animal Friends”, filme com Aubrey Plaza e Ryan Reynolds com estreia prevista para o fim do ano.

No entanto, já em 2020 começou a compor e a gravar:

— De cara eu soube que não queria gravar demos, mas compor, porque pelo menos ali eu sabia o que estava fazendo. Conseguia me identificar com as coisas que cantava, mesmo porque era tudo muito novo.

Em 2021, lançou o primeiro single, “Obsessed” — “uma batida enxuta, agradável e perfeita para as sessões de Peloton”, avaliou o “The New York Times” —, que até causou um furor discreto, mas acabou perdendo força.

— Acho que um dia a música terá seu momento ‘Stars are blind’ — afirmou Addison Rae, referindo-se ao single de Paris Hilton que a princípio foi ridicularizado e hoje é aclamado.— Não me deixei afetar muito. Continuar foi uma forma de dizer que queria me superar e surpreender o público.

No ano seguinte, vários trechos de suas gravações (“Basicamente demos crus”, classificou ela) chegaram à internet. Ela se sentiu frustrada, mas também encarou como uma pesquisa de mercado gratuita. Os fãs escolheram as favoritas (“Cheguei a ver o pessoal fazendo CDs”) e Charli XCX entrou em contato porque queria contribuir com um verso em “2 die 4”.

Com o vazamento, Rae foi de aspirante a diva pop a queridinha do público cult, chegando a lançar um EP independente,”AR”, reunindo essas faixas.

Em 2024, conheceu os compositores e produtores suecos Elvira Anderfjärd e Luka Kloser, integrantes da equipe do poderoso criador de sucesso Max Martin, depois de assinar o contrato com a gravadora – que já no primeiro dia de trabalho criaram o refrão do que se tornaria “Diet Pepsi”.

— Meu objetivo principal é procurar não fazer referência a uma música ou a um artista específico. Dá para criar um clima com o simples uso de um instrumento que evoca uma época, no caso, o início dos anos 90. Usamos um M1 em muitas faixas porque era muito popular, foi usado em várias músicas que eu adoro — explicou, referindo-se ao teclado da Korg.

Mas quando pressionada a descrever o que os ícones do pop puro que admira — Madonna, Gaga, Britney, Prince, Janet Jackson — têm em comum, a resposta foi “dedicação”. Ou seja, empenho em relação a um som, a um estilo, a uma apresentação cem por cento envolvente.

Seu paladar também lhe rendeu o respeito de algumas artistas tarimbadas: Lorde a elogiou, Lana Del Rey postou um vídeo ouvindo “Diet Pepsi” e Charli XCX a convidou para participar de um remix que incluiu seu grito selvagem, um dos sons mais marcantes do pop no ano passado. O fato é que Rae não está roubando a credibilidade das mais experientes; são as estrelas consagradas que estão se aproximando dela para se aquecer no brilho de sua aura.

(Colaborou Joe Coscarelli)

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