No programa, ela é conhecida pelas discussões políticas; fora das câmeras, pelas ações silenciosas que só chegam ao público quando alguém insiste em puxar o fio. Foi o que aconteceu quando Whoopi Goldberg, 70, contou no podcast Behind the Table, que acompanha The View, que todo ano vai até uma agência dos correios para responder cartas de crianças endereçadas ao Papai Noel. O gesto, que ela descreve como simples, tornou-se um ritual que mistura memória, cuidado e a convicção de que pequenas intervenções podem mudar a forma como alguém se vê, especialmente quando esse alguém ainda acredita em magia.
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A revelação veio no episódio gravado logo após a edição especial de aniversário da apresentadora no programa da ABC, que destacou organizações escolhidas por ela, como Heifer Project International, God’s Love We Deliver, One Simple Wish e diversos bancos de alimentos nos Estados Unidos. Durante a conversa com Brian Teta, produtor executivo de The View, ela abriu detalhes da tradição natalina que mantém longe do palco e perto da mesa dos correios.
“Eu sinto que todo mundo precisa de um pouco de ajuda, e se você pode ajudar alguém… é por isso que eu tento ser o Papai Noel nos correios. Eu tento pegar cartas e nós tentamos responder às cartas das crianças para o Papai Noel”, disse Goldberg no podcast, ao ser questionada por Teta sobre o gesto de usar o episódio festivo para incentivar ações comunitárias. As falas foram publicadas no Behind the Table.
Teta respondeu dizendo: “Eu não acho que as pessoas saibam que você faz isso”, em referência ao hábito da apresentadora, também registrado no podcast da ABC. Goldberg completou explicando o que a motiva a manter o costume: “É algo que podemos fazer e não custa muito. Porque você quer dar às pessoas a capacidade de fazer algo que melhore a forma como elas se veem.”
A artista, que já conquistou o seleto EGOT (Emmy, Grammy, Oscar e Tony), tem usado o espaço da televisão para debater política, cultura e direitos civis. Mas, no podcast, aproveitou ainda para comentar um desejo que guarda há anos — e que não cabe nos corredores do estúdio onde apresenta o programa.
“Eu sei que isso é a coisa mais maluca de todas, e nunca vai acontecer enquanto The View estiver no ar, mas eu ainda quero representar nosso país em outro país. Sempre quis ser uma embaixadora”, declarou ao responder o que ainda gostaria de realizar.
Ela justificou esse desejo acrescentando: “Eu acho que há coisas excelentes sobre este país. Eu sei que não somos perfeitos, e há muita coisa que precisamos consertar. É o que eu sempre digo: há coisas ótimas sobre nós e coisas terríveis sobre nós. Consertamos o que podemos, e às vezes consertamos muito bem, e às vezes não consertamos bem o suficiente.”
