Ao som das batidas de uma trilha eletrônica, um robô dançarino dotado de inteligência artificial (IA) da fabricante chinesa Unitree roubou a cena anteontem na abertura do Web Summit, o maior encontro da economia digital na Europa, realizado todos os anos em Lisboa.
A máquina da Unitree, exibida no estande da Aliança de Superinteligência Artificial, dançava diante de uma plateia lotada no pavilhão do Parque das Nações, na capital portuguesa.
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O robô dançarino foi uma forma que a empresa encontrou de demonstrar aos visitantes a alta mobilidade e controle de suas máquinas para diferentes aplicações.
A companhia chinesa fabrica robôs humanoides e quadrúpedes (como os que imitam ágeis cães) para diferentes aplicações, como pesquisa, educação, automação industrial, inspeções, trabalho na agricultura e, por que não?, dançar.
Robô dançarino é destaque no Web Summit de Lisboa
A cena sintetizou o espírito do evento, que já foi apelidado de “Davos dos geeks”, numa alusão ao Fórum Econômico Mundial, que reúne todos os anos os principais nomes do capitalismo naquela cidade suíça. Entre danças mecânicas, startups e megainvestimentos, o evento português (que tem uma versão anual carioca, o Web Summit Rio) mostrou que, com a IA, o futuro da tecnologia já se move com ritmo próprio.
Até a próxima sexta-feira, o Web Summit deve reunir mais de 70 mil visitantes de 150 países em busca das novidades mais avançadas em inteligência artificial, computação quântica e robótica.
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Se o robô chinês arrancou aplausos ao dançar freneticamente, entre os outros destaques da robótica incrementada pela IA ficou um modelo da Universidade de Lisboa. A máquina desenvolvida por estudantes de engenharia da instituição portuguesa para competir na Robocup, torneio internacional de robótica que testa softwares de autonomia e cooperação entre máquinas, mostrou-se tão animada quanto.
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Esse robô faz parte de um projeto voltado ao desenvolvimento de robôs de serviço doméstico. Ele é capaz de navegar em ambientes reais, como uma residência, manipular objetos e engatar um bom bate-papo com humanos. Tudo graças aos avanços da IA.
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— Nosso objetivo é participar com esses robôs em competições como a Robocup, onde eles são testados. Isso vai nos ajudar a ter robôs em nossas casas no futuro, ou a ajudar pessoas idosas. As pessoas que precisam de ajuda em casa poderão contar com isso graças aos robôs. — explicou Inês Sousa, estudante de robótica que participou do projeto.
O avanço das aplicações domésticas foi um tema recorrente nos corredores do evento, destacou Bruno Lopes, representante de vendas da Unitree, que prevê mudanças substanciais em pouco tempo:
— É um futuro interessante. Eu diria que num espaço de 5 a 10 anos, começaremos a ver robôs domésticos. Por exemplo, robôs que vão substituir as nossas tarefas diárias. Agora há pouco alguém até me perguntou se os robôs poderiam preparar o jantar.
O Web Summit também serviu de palco para anúncios de peso. A Microsoft confirmou um investimento de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 53 bilhões) em um centro de dados de inteligência artificial em Portugal, em parceria com a britânica Nscale, projeto que classificou como “um dos maiores da Europa”.
Já a IBM apresentou um simulador de direção com suporte de IA criado para a Ferrari, capaz de gerar dados em tempo real para aprimorar o desempenho de pilotos.

