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outubro 3, 2026
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São Paulo tenta acabar com hegemonia do Corinthians em decisão do Brasileirão Feminino

Por · outubro 3, 2026
São Paulo tenta acabar com hegemonia do Corinthians em decisão do Brasileirão Feminino


É possível analisar a decisão do Campeonato Brasileiro Feminino de hoje entre São Paulo e Corinthians, às 16h30, sob duas óticas. A primeira, mais individualista, contaria a história de um campeão inédito, caso o tricolor faça valer a vantagem criada com o 2 a 1 no jogo de ida, ou da continuidade da hegemonia do alvinegro, atual hexacampeão consecutivo e com sete títulos nos últimos oito anos — para isso, as “Brabas” precisam de uma vitória simples para levar a decisão para os pênaltis e de dois ou mais gols para se sagrarem campeãs no tempo normal. Por outro lado, um prisma mais generalista poderia reverberar o completo domínio do futebol paulista, que já vai para a décima conquista seguida no cenário nacional.
Os mais de 40 mil ingressos vendidos para o jogo são uma amostra da confiança da torcida são-paulina na busca pelo título. A movimentação é uma resposta às promoções planejadas pela diretoria tricolor, que lançou uma camisa especial e exclusiva para o time feminino. Os torcedores que compraram a peça, que custava R$ 399, ganharam duas entradas para a final. A ideia é bater o recorde em partidas de clubes da modalidade no país, que pertence justamente ao rival Corinthians, com 44.136 pagantes na decisão de 2024, quando bateu o São Paulo.
Espantar a crise
Para deixar o Morumbis com o título brasileiro, o São Paulo, comandado por Thiago Viana, tem como principal esperança a experiente atacante Giovanna Crivelari, de 33 anos. Ex-Corinthians, ela foi campeã da edição de 2021 e chegou ao tricolor em janeiro do ano passado após passagem de três temporadas pelo Flamengo. Artilheira da equipe no Brasileirão, com sete gols, foi ela a autora de um dos gols da vitória no jogo de ida da final, na Neo Química Arena — Isa marcou o da virada.
Predominantes no futebol feminino nacional e sul-americano, as “Brabas” do Corinthians buscam o oitavo título brasileiro da história do clube enquanto tentam espantar a crise extracampo que assombrou a temporada alvinegra. Depois de ganhar praticamente tudo sob o comando de Arthur Elias, atualmente na seleção brasileira, e Lucas Piccinato, demitido em fevereiro após dois anos consecutivos sendo campeão do Brasileirão e da Libertadores, o Timão é comandado por Emily Lima.
Com currículo estrelado pelas passagens pelas seleções do Brasil, Equador e Peru, a treinadora tem sido criticada pelo trabalho no Corinthians. São 20 vitórias, dois empates e sete derrotas em 29 partidas. Mas os números em campo não representam o principal problema do time feminino do alvinegro paulista.
Nos bastidores, o Corinthians vem lidando com problemas desde a saída de Arthur Elias, intensificados com a ida de Cris Gambaré para a CBF, em março de 2024. Nesta temporada, por exemplo, a modalidade sofreu com atrasos nos salários e nos pagamentos dos direitos de imagem, além de premiações pelas conquistas da temporada passada. A crise chegou ao ponto de as jogadoras irem reivindicar os pagamentos ao presidente Osmar Stabile.
Uma parte da dívida foi regularizada em setembro, mas ainda há valores em aberto referentes aos bônus por resultados e títulos conquistados. Mas nada que impossibilite nomes como Duda Sampaio, Vic Albuquerque, Tamires e Gabi Zanotti de tentarem reverter a desvantagem.

São Paulo tenta acabar com hegemonia do Corinthians em decisão do Brasileirão Feminino