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Satélite de R$ 600 milhões financiado por Jeff Bezos some no espaço durante missão contra mudanças climáticas

BRCOM by BRCOM
julho 2, 2025
in News
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O MethaneSAT foi lançado em março de 2024, mas falhou em órbita cerca de 15 meses depois — Foto: BAE Systems

Um satélite apoiado pelo bilionário fundador da Amazon, Jeff Bezos, desapareceu no espaço enquanto realizava uma missão importante sobre as mudanças climáticas, informaram nesta quarta-feira autoridades da Nova Zelândia.

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Projetada para medir emissões de gases de efeito estufa com uma “resolução sem precedentes”, a sonda espacial MethaneSAT também contou com financiamento de Wellington e da ONG norte-americana Fundo de Defesa Ambiental.

O satélite enfrentou diversos problemas técnicos e, na sexta-feira, 20 de junho, a equipe de operações da missão perdeu contato com o MethaneSAT. Após esgotar todas as possibilidades para restabelecer a comunicação, os engenheiros concluíram que o satélite perdeu energia e provavelmente não poderá ser recuperado. “É um acontecimento decepcionante”, afirmou Andrew Johnson, alto funcionário da Agência Espacial da Nova Zelândia.

O MethaneSAT foi lançado ao espaço em março de 2024 com o objetivo de obter estimativas precisas das emissões de metano causadas por projetos petrolíferos e de gás ao redor do planeta. Ao longo do último ano, vinha coletando dados valiosos sobre emissões em regiões produtoras de petróleo e gás ao redor do mundo, sendo considerado um dos satélites mais avançados em operação para o rastreamento de metano.

O MethaneSAT foi lançado em março de 2024, mas falhou em órbita cerca de 15 meses depois — Foto: BAE Systems

O responsável pela missão, Steven Hamburg, destacou que as primeiras medições nos campos de petróleo do Texas e do Novo México “revelaram emissões entre três e cinco vezes maiores do que as estimadas pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos”. Já na região sul do mar Cáspio, na Ásia Central, “as emissões eram cerca de 10 vezes mais altas do que o relatado”, escreveu ele no LinkedIn.

Apesar da perda do satélite, a equipe reforçou que essa não é o fim da iniciativa MethaneSAT, nem do trabalho para reduzir emissões de metano. A missão, segundo a EDF, foi um sucesso notável do ponto de vista científico e tecnológico, com impacto duradouro tanto na indústria quanto entre reguladores em escala global.

Os engenheiros responsáveis estão conduzindo uma investigação aprofundada sobre a falha de comunicação, o que pode levar algum tempo. Enquanto isso, os dados já coletados continuarão sendo processados e novas imagens de regiões produtoras de petróleo e gás ao redor do mundo serão divulgadas nos próximos meses.

Segundo as empresas envolvidas com o satélite, o MethaneSAT possibilitou insights fundamentais sobre a distribuição e o volume de metano emitido por instalações de petróleo e gás. A missão também desenvolveu uma capacidade inédita de interpretar medições feitas do espaço e convertê-las em estimativas volumétricas de emissões.

Segundo a empresa, os espectrômetros avançados criados especificamente para o MethaneSAT cumpriram ou superaram as expectativas durante toda a operação. Em combinação com algoritmos e softwares inovadores, a missão demonstrou que era possível detectar emissões totais de metano, mesmo em níveis baixos e em áreas extensas — incluindo os chamados “super emissores” e fontes menores, antes invisíveis do espaço, mas responsáveis por uma grande parcela das emissões globais.

“Enfrentar o desafio climático exige ousadia e disposição para correr riscos”, afirmou a entidade. “Esse satélite estava na vanguarda da ciência, da tecnologia e da defesa ambiental.”

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