Sede da disputa do iatismo na Olimpíada de 2016, a Marina da Glória virou referência para eventos na cidade após os Jogos, transformando-se em um espaço multiuso. Além das atividades náuticas, recebe mais de 30 festivais de música e campeonatos esportivos que atraem 750 mil pessoas por ano. O espaço também é a sede da Confederação Brasileira de Vela e é usado como apoio para treinamento de atletas do esporte. O caminho aberto para a diversificação do espaço ocorreu a partir de investimentos de R$ 70 milhões para adaptar as instalações para os Jogos.
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A reformulação do complexo foi viabilizada por um acordo com a prefeitura do Rio. A BR Marinas, que originalmente tinha uma concessão para explorar o espaço por dez anos, até 2006, teve o contrato prorrogado até 2036 , em troca dos investimentos necessários. Na época, a garagem de barcos foi ampliada, bem como o centro de convenções.
—Em dez anos, a Marina deixou de ser um espaço isolado e se integrou com a cidade . Reflete o impacto que uma boa gestão pode ter sobre a vida urbana — diz a CEO da BR Marinas, Gabriela Lobato.
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As mudanças foram cercadas por polêmica. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) chegou a se manifestar contrário ao projeto, sob alegação de que descaracterizaria o Parque do Flamengo, que é tombado. Mas acabou voltando atrás e liberou as obras.

