Durante muito tempo, falar sobre procedimentos estéticos era uma conversa associada principalmente às mulheres. Nos últimos anos, porém, homens também passaram a incluir cuidados com a aparência em suas rotinas, especialmente aqueles ligados à qualidade da pele e ao envelhecimento saudável. Aos 62 anos, Mauricio Mattar chamou atenção ao revelar que realiza tratamentos para estimular a produção de colágeno e preservar a firmeza do rosto e do pescoço.
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A declaração do ator acompanha uma mudança de comportamento observada no universo da estética: a busca por resultados discretos e pela manutenção da identidade facial tem ganhado espaço entre pacientes masculinos de diferentes idades. Mais do que alterar traços, a proposta atual é cuidar da pele e amenizar sinais naturais do tempo.
Para a médica especialista em estética Fernanda Nichelle, a abertura de figuras públicas para falar sobre o tema contribui para reduzir a resistência de parte dos homens em relação aos cuidados estéticos.
“Cada vez mais homens entendem que cuidar da pele não é uma questão de vaidade exagerada, mas de bem-estar e autoestima. Hoje existe uma preocupação em envelhecer de forma saudável, preservando a aparência sem perder a identidade. O Mauricio representa exatamente esse novo perfil de paciente”, afirma.
Mauricio Mattar revela cuidados estéticos aos 62 anos e mostra nova relação dos homens com a beleza
Divulgação TV Globo
A produção de colágeno, proteína responsável pela sustentação e elasticidade da pele, diminui naturalmente ao longo dos anos. Esse processo pode contribuir para mudanças como perda de firmeza, alteração da textura e surgimento de sinais do envelhecimento.
“O organismo reduz gradualmente a produção de colágeno ao longo dos anos. Isso leva à flacidez, perda de sustentação e alterações na textura da pele. Felizmente, hoje temos tratamentos capazes de estimular esse processo naturalmente, proporcionando uma melhora progressiva e bastante elegante”, explica a especialista.
Em entrevista, Mauricio contou que realizou um procedimento autólogo, feito a partir de componentes do próprio sangue do paciente, com o objetivo de estimular mecanismos de regeneração da pele. Segundo Fernanda, esse tipo de abordagem tem despertado interesse justamente por buscar resultados mais sutis.
“Os tratamentos autólogos vêm ganhando espaço justamente porque aproveitam mecanismos naturais do organismo. Eles estimulam a renovação dos tecidos e melhoram a qualidade da pele sem promover mudanças artificiais na fisionomia. O paciente continua com a mesma expressão, apenas com uma aparência mais saudável e descansada”, diz.
Além do rosto, a região do pescoço também passou a receber mais atenção nos tratamentos de rejuvenescimento. Segundo a médica, a área costuma apresentar sinais do tempo e, muitas vezes, é deixada de lado nas rotinas de cuidados.
“Muitas pessoas concentram todos os cuidados apenas no rosto, mas o pescoço costuma entregar os primeiros sinais do envelhecimento. Quando tratamos essas regiões em conjunto, conseguimos resultados muito mais equilibrados e harmônicos”, detalha.
A busca por intervenções menos perceptíveis também reflete uma mudança na expectativa dos pacientes. Em vez de transformações evidentes, cresce o interesse por procedimentos que preservem expressões e características individuais.
“O paciente de hoje não quer parecer outra pessoa. Ele quer que as pessoas comentem que está com uma aparência melhor, mais descansada, sem conseguir identificar exatamente o motivo. Esse é o verdadeiro sucesso da estética moderna”, avalia Fernanda.
A especialista ressalta, no entanto, que a escolha de um tratamento depende de uma avaliação individual, já que o processo de envelhecimento acontece de formas diferentes em cada pessoa.
“Cada pele envelhece de uma maneira. Antes de indicar qualquer tratamento, fazemos uma avaliação individualizada para entender as necessidades daquele paciente. O melhor procedimento é sempre aquele que respeita a anatomia, a idade e os objetivos de cada pessoa”, conclui.

