O atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), faltou ao debate promovido pela TV Record nesta segunda-feira (21). Ele lidera as intenções de voto nas pesquisas com vantagem de 20 pontos percentuais, segundo o Datafolha e reclamou que encontros do tipo teriam virado “mais do mesmo”. No lugar do confronto, a emissora fez uma sabatina de 30 minutos com Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda e principal oponente nas urnas.
— Sabemos que estamos com problema na segurança, na saúde, na educação, nas finanças do estado, e eu queria ter tido a oportunidade de confrontar o meu diagnóstico e as minhas propostas para São Paulo com a do atual governador, que vem prestando um serviço, nessas três áreas, aquém das nossas possibilidades — reclamou Haddad.
Ele classificou a ausência como um “desrespeito” com os espectadores:
— A ausência dele revela não só um desrespeito com o eleitor, mas também que as propostas dele não são convincentes para um segundo mandato. Demonstra que, talvez, com um confronto de ideias, o eleitor desse um novo destino para o estado de São Paulo — completou o petista.
Haddad concedeu a entrevista em pé, ao lado do púlpito vazio de Tarcísio. Aproveitou a exposição para criticar a privatização da Sabesp, os problemas nas linhas de trens, o combate ao crime organizado e o resultado paulista do Ideb. Em uma nova frase de efeito para a reta final de campanha, afirmou que vai “colocar o interesse do usuário à frente do interesse do setor privado”, caso seja eleito.
— A Faria Lima vai ter que esperar um pouquinho, porque ela tem muita ganância para se apropriar do que é público e pouca vontade de entregar o que prometeu antes da privatização. Então, alto lá, vamos parar com esse esquema de vender tudo. Já venderam serviço funerário, parques, já venderam tudo. Vai acabar isso, eu vou parar com essa venda e vou botar o setor privado na linha.
Tarcísio não teve compromissos de campanha no horário do debate, mas participou de um encontro com jovens, às 10h, no Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), na capital paulista. Ele justificou a negativa à TV Record alegando que os debates se tornaram “mais do mesmo” e que pode mostrar os seus projetos de outras formas.
— Os debates precisam de uma revisão em termos de modelo, porque viraram muito mais do mesmo. Será que ele está agregando para o eleitor? Então, é essa a pergunta que a gente tem que fazer. Será que a gente está conseguindo focar nos debates naquilo que o eleitor quer ver, proposta, etc? Porque o debate não pode ser um lugar só para proporcionar alguns recortes para a rede social — disse.
O único debate com participação de ambos, até o momento, ocorreu no dia 9 de agosto, organizado pela Band. A disputa está polarizada entre Tarcísio e Haddad, o que leva a convites exclusivos a ambos, dando cara de segundo turno antecipado aos encontros. Há outros eventos marcados até o dia 4 de outubro, data do primeiro turno, inclusive em TV aberta.
Sem Tarcísio, debate em SP vira sabatina de Haddad e palco para críticas ao governador: 'Propostas não convincentes'
O atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), faltou ao debate promovido pela TV Record nesta segunda-feira (21). Ele lidera as intenções de voto nas pesquisas com vantagem de 20 pontos percentuais, segundo o Datafolha e reclamou que encontros do tipo teriam virado “mais do mesmo”. No lugar do confronto, a emissora fez […]