Diante do sucesso de público, Lucas Oradovschi estende a temporada do premiado Um pássaro não é uma Pedra no Teatro Poeira, em Botafogo. Até 26 de agosto, o ator apresenta o monólogo que dá voz à amizade entre duas mulheres, uma judia israelense e uma árabe palestina, diante de um futuro de incertezas e das impossibilidades impostas pelo ódio. Quem é assinante O GLOBO garante 50% de desconto em até 2 ingressos para embarcar nesse solo que explora a complexidade das relações humanas nos dias atuais.
Com a temporada prorrogada, Lucas celebra a recepção do público e a oportunidade de seguir levando a montagem aos palcos. “Estamos muito felizes com essa temporada de casa cheia, neste teatro tão importante para a cidade. Estender uma temporada realizada de forma independente é motivo de orgulho e incentivo para continuar acreditando no teatro como um lugar de encontro, de pensamento e de imaginação de outros futuros”, exalta o ator.
Nascido do encontro de artistas de ascendência árabe e judaica e de uma inquietação diante da guerra, o espetáculo parte de uma história real para falar sobre a possibilidade de construir outros futuros mesmo em contextos marcados pelo conflito. A dramaturgia, criada coletivamente por Adriana Schneider, Cátia Costa, Daniel Bueno, Lucas Oradovschi e Mar Mordente, recupera a trajetória do Teatro de Pedra (Stone Theatre), fundado nos anos 1980 em um campo de refugiados em Jenin, na Cisjordânia.
A iniciativa nasceu da união entre a judia israelense Arna Mer e a árabe palestina Samira Zubeidi, que encontraram no teatro uma forma de acolher crianças e adolescentes da região. Destruído anos mais tarde, o espaço seria reconstruído em 2000 pelos filhos das duas como Teatro da Liberdade (The Freedom Theatre), projeto que chegou a ser indicado ao Nobel da Paz em 2024.
No palco, essas histórias chegam ao público por uma perspectiva singular: a de uma pedra, pedaço dos escombros do teatro destruído. É a partir dela que o monólogo atravessa temas como diáspora, alteridade, deslocamentos e os impactos da guerra, ao mesmo tempo em que encontra na arte um caminho de resistência, memória e permanência.
Com direção de Adriana Schneider, Cátia Costa e Mar Mordente, Um pássaro não é uma pedra estreou em 2024 e se destacou no circuito teatral. A montagem conquistou o 19º Prêmio APTR de Melhor Direção Musical, pelo trabalho de Azullllllll, e recebeu indicação ao 35º Prêmio Shell na categoria Melhor Direção.
Para Lucas Oradovschi, a temporada também reafirma o teatro como espaço de encontro e imaginação. “É um espetáculo contra a guerra, uma peça que afirma a vida, que se debruça sobre as complexidades das humanidades, seus povos, seus deslocamentos e entrecruzamentos, sobre diáspora e alteridade.”
Entre histórias reais, encontros possíveis e reflexões sobre o presente, “Um pássaro não é uma Pedra” convida o público a encontrar na arte um espaço de resistência, esperança e imaginação de novos futuros. Aproveite a sua assinatura O GLOBO para embarcar em uma história que encontra na amizade um caminho possível em meio às barreiras impostas pela guerra!
Lucas Oradovschi leva ao palco do Teatro Poeira uma história sobre amizade, resistência e esperança em “Um pássaro não é uma Pedra”.
Divulgação / Íra Barillo
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“Um pássaro não é uma pedra”

