A suíça Laura Villars, que foi impedida de se candidatar à presidência da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), levou nesta quarta-feira o caso à Justiça, discordando das regras da eleição. Segundo a denunciante, essas regras excluem qualquer opositor que deseje se apresentar como candidato para suceder o atual presidente, o emiradense Mohammed Ben Sulayem.
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A convocação para audiência de urgência, à qual a AFP teve acesso, solicita ao tribunal de Paris que “ordene a suspensão da eleição à presidência da FIA (prevista para 12 de dezembro no Uzbequistão) até que se pronuncie sobre o mérito do litígio”.
Ben Sulayem assumiu a presidência da FIA em 2021, sucedendo o francês Jean Todt, que permaneceu no cargo por 12 anos. Desde então, o mandatário enfrentou críticas por mudanças estatutárias que, segundo opositores, concentrariam poder em sua posição.
Em julho de 2025, o americano Tim Mayer lançou uma candidatura à presidência, atacando a gestão de Ben Sulayem e prometendo reverter alterações estatutárias.
Na ocasião, a FIA reafirmou que “a eleição presidencial da FIA é um processo estruturado e democrático, para garantir justiça, transparência e integridade em todas as etapas”, e que continuaria operando com imparcialidade durante todo o processo.
Empresário e multicampeão de rally nos Emirados Árabes Unidos, ele foi o primeiro presidente não europeu da história da entidade, eleito com 63% dos votos.
Nascido em Dubai, Sulayem teve uma longa carreira no rally do Oriente Médio entre 1988 e 1995, conquistando 14 títulos regionais, antes de migrar para cargos de liderança nos bastidores do automobilismo internacional.

