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Sul terá chuva equivalente à de um mês em apenas dois dias; calor e tempo firme no Rio, SP e MG; veja previsão

Por · julho 17, 2026
Sul terá chuva equivalente à de um mês em apenas dois dias; calor e tempo firme no Rio, SP e MG; veja previsão


A sexta-feira será marcada pelo contraste entre o tempo seco que predomina no Sudeste e no Centro-Oeste e o aumento da instabilidade no extremo Sul do país. A atuação de uma área de alta pressão continua bloqueando o avanço das frentes frias sobre o Sudeste, mantendo o tempo firme no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais. Enquanto isso, uma corrente de ar quente e úmido que avança da Amazônia alimenta a formação de nuvens carregadas sobre o Rio Grande do Sul, onde há risco de temporais entre a noite de sexta e a madrugada de sábado.
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No Rio, em São Paulo e em Minas, o bloqueio atmosférico favorece dias ensolarados, poucas nuvens e ausência de chuva. As manhãs seguem com temperaturas mais amenas, mas o calor volta a ganhar força ao longo da tarde, em um cenário típico do inverno, quando a estiagem se intensifica sobre grande parte do Sudeste.
— O que vai prevalecer praticamente em todo o país é o calor. Esse fluxo de ar quente e úmido vindo do Norte está dominando boa parte do Brasil e impede que o frio avance sobre o Sudeste neste momento — explica a meteorologista Andrea Ramos.
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Segundo a especialista, a massa de ar quente também contribui para elevar as temperaturas em boa parte do Centro-Sul. A combinação entre céu aberto e ar seco favorece uma grande amplitude térmica, com diferença acentuada entre as temperaturas registradas no início da manhã e durante a tarde.
— A gente tem uma massa de ar seco dando suporte para pouca nebulosidade. Com isso, há maior ganho de calor durante o dia e perda de calor à noite, o que aumenta essa diferença entre as temperaturas da manhã e da tarde — afirma.
A situação muda no Sul do país. A entrada do ar quente e úmido transportado da Amazônia encontrará uma massa de ar mais frio sobre a região, criando condições para a formação de áreas de instabilidade. Embora a sexta-feira ainda tenha chuva mais irregular, os modelos indicam que os temporais ganham força entre a noite e a madrugada de sábado, principalmente no sul do Rio Grande do Sul.
— Esse encontro entre o ar quente e o ar frio favorece a formação de nuvens de tempestade. Há possibilidade de trovoadas, rajadas de vento e até queda localizada de granizo, mas o maior risco fica concentrado no sul do estado gaúcho — diz Andrea Ramos.
No restante do país, o calor continua predominando. No Norte, a combinação entre altas temperaturas e elevada umidade mantém as pancadas típicas da tarde, provocadas pela convecção. As chuvas podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento, especialmente em áreas da Amazônia.
Já no Nordeste, cavados em níveis médios da atmosfera favorecem chuva sobre a faixa litorânea. Os maiores acumulados são esperados entre a Paraíba, o litoral sul de Pernambuco e Alagoas, onde a nebulosidade permanece mais presente ao longo do dia e há condições para precipitação em alguns momentos.
A baixa umidade também continua chamando atenção em parte do interior do país. Os menores índices devem ser registrados principalmente entre Tocantins e áreas do Centro-Oeste, onde a umidade relativa do ar pode variar entre 21% e 30% durante a tarde.
— Ainda não estamos no período mais crítico da estiagem, que normalmente acontece em agosto, mas já começamos a observar uma redução importante da umidade em algumas áreas do país. No Sudeste, o bloqueio atmosférico continua mantendo o tempo seco e afastando as frentes frias — conclui a meteorologista.

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