Moradores de Guam e das Ilhas Marianas do Norte, dois territórios americanos no Pacífico, se preparam neste domingo para a passagem de um supertufão “muito perigoso”, segundo os serviços meteorológicos.
Com ventos de 260 km/h, equivalentes aos de um furacão de categoria 5, e rajadas que podem atingir 315 km/h, o supertufão Bavi chegará à região nas primeiras horas de segunda-feira.
O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS) classificou o fenômeno como “muito perigoso” e prevê para este domingo ventos fortes e possíveis danos “catastróficos”.
“São esperadas inundações significativas provocadas por chuvas torrenciais e alagamentos costeiros”, alertou o órgão.
As ondas podem alcançar 10,7 metros de altura, o equivalente a um edifício de dez andares, criando condições “extremamente perigosas” no mar, acrescentou.
O arquipélago das Ilhas Marianas do Norte abriga cerca de 40 mil pessoas, enquanto a ilha vizinha de Guam tem aproximadamente 170 mil habitantes.
Esses territórios já haviam sido atingidos em abril pelo supertufão Sinlaku, que deixou dezenas de milhares de pessoas sem energia elétrica, derrubou árvores, virou carros e arrancou os telhados metálicos de numerosos edifícios.
— Vou para um hotel. Minha casa é de concreto, mas, com o barulho e o vento, é assustador — disse à AFP Derma Soaladaob, de 51 anos, que trabalha como motorista de ônibus escolar para o Exército dos Estados Unidos.
Equipes da Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) trabalham em Guam nos preparativos de proteção. Seu centro de distribuição conta com 1,1 milhão de litros de água, 1,2 milhão de refeições, 6.700 camas de campanha e 90 geradores.
Cinco centros de evacuação foram abertos em escolas, com capacidade para abrigar 1.900 pessoas, principalmente aquelas que vivem em moradias precárias.
Desde sábado, formaram-se filas de carros em frente aos postos de combustível em Saipan, onde moradores procuram lojas de materiais de construção em busca de compensado para proteger as casas e supermercados para comprar alimentos e água engarrafada.
Na sexta-feira, a Organização Meteorológica Mundial alertou que o fenômeno climático El Niño, que normalmente ocorre a cada dois a sete anos e dura de nove a doze meses, já começou no Pacífico tropical.
Esse fenômeno aquece as águas das regiões central e leste do Pacífico equatorial, alterando os padrões de ventos e de precipitação em escala global.

