
A Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu, em decisão emergencial nesta terça-feira, que o governo de Donald Trump retome temporariamente o programa que prevê a deportação de migrantes para países que não sejam seus países de origem, sem que tenham a oportunidade de apresentar preocupações relacionadas a direitos humanos. A Corte afirmou ainda que ouvirá os argumentos sobre o caso mais adiante, ainda neste ano. Esta é a terceira vez que a mais alta instância da Justiça americana autoriza, em caráter temporário, a implementação da medida.
Relatório: EUA deportaram mais de 25 mil pessoas para países terceiros por meio de acordos secretos
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A decisão de emergência, de uma página, não foi assinada e não apresentou a contagem de votos, como é típico nesses casos. Os três juízes liberais do tribunal observaram, no entanto, que teriam negado o pedido do governo para retomar as deportações.
A decisão foi uma vitória para o governo, que fez do envio de imigrantes para os chamados países terceiros, incluindo aqueles que enfrentam acusações de violações dos direitos humanos, uma parte importante de seus esforços de deportação em massa.
Os voos de deportação foram bloqueados nas últimas semanas, no entanto, depois que um tribunal federal decidiu que o governo não poderia deportar migrantes para países terceiros, a menos que lhes fosse dada a oportunidade de contestar suas remoções, inclusive de expressar preocupações de que pudessem ser perseguidos ou torturados no exterior.
A decisão dos juízes significa que o governo pode, por enquanto, continuar com seu programa e realizar deportações rápidas, inclusive para países como a Guiné Equatorial, onde deportados americanos foram encapuzados, amarrados e espancados pela polícia, segundo reportagem do New York Times.
A Suprema Corte já havia se pronunciado anteriormente sobre os esforços do governo para enviar imigrantes para países terceiros. Em maio de 2025, o governo Trump pediu aos juízes que interviessem e abrissem caminho para deportações para países terceiros, depois que um juiz federal em Massachusetts bloqueou temporariamente o governo de fazê-lo — nesse caso, para o Sudão do Sul — sem a possibilidade de objeção.
Esta notícia está em atualização.