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outubro 8, 2026
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Tempestade solar que chegará à Terra nesta sexta provocará auroras boreais, aponta previsão

Por · outubro 8, 2026
Tempestade solar que chegará à Terra nesta sexta provocará auroras boreais, aponta previsão


O Sol voltou a apresentar intensa atividade e pode proporcionar um espetáculo de auroras boreais nos próximos dias. Uma poderosa ejeção de massa coronal (CME) foi disparada em 6 de outubro em direção à Terra, e as previsões indicam que ela chegará nas primeiras horas de sexta, dia 9 de outubro. O Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA (SWPC) emitiu um alerta de tempestade geomagnética moderada, de nível G2, para esse dia.
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A erupção foi acompanhada por uma labareda solar de classe M1.4, proveniente da região de manchas solares AR4549, que atualmente se encontra próxima ao centro da face do Sol voltada para a Terra.
Quando a ejeção de massa coronal chegará?
Os especialistas do Solar Influences Data Analysis Center (SIDC), da Bélgica, estimam que a CME esteja se deslocando a cerca de 560 quilômetros por segundo. Os modelos atuais preveem sua chegada à Terra para as primeiras horas de 9 de outubro, embora ainda haja incerteza quanto ao momento exato.
O Met Office do Reino Unido, por sua vez, estima que a chegada possa ocorrer por volta da meia-noite no horário de verão da costa leste dos EUA, ou 1h da manhã do horário de Brasília, com uma margem de aproximadamente seis horas. Por isso, as previsões podem mudar à medida que a ejeção se aproxima e os especialistas analisam novas observações.
A NOAA prevê atualmente condições de tempestade geomagnética variando entre G1 (considerada menor) e G2 (moderada) para o dia 9 de outubro. O modelo WSA-ENLIL da agência indica que a borda frontal da CME pode atingir a Terra por volta das 2h da manhã (horário de Brasília) de 9 de outubro, embora esse horário também seja uma estimativa.
Aurora boreal vista ao redor do farol da cidade de Oulu, na Finlândia, uma das capitais europeias da cultura de 2026
Divulgação/Visit Oulu
É possível ver auroras boreais mais ao sul?
Se uma parte significativa da CME estiver direcionada para a Terra, isso poderá provocar uma tempestade geomagnética e permitir que as auroras boreais apareçam em latitudes mais baixas do que o habitual; no entanto, isso não significa que o espetáculo esteja garantido em locais específicos, uma vez que a sua intensidade dependerá, em grande medida, da orientação do campo magnético transportado pela ejeção ao chegar ao nosso planeta.
As tempestades geomagnéticas são classificadas em uma escala de G1 a G5. As condições G2 correspondem a um índice Kp 6 e, durante tempestades dessa intensidade, as auroras já foram observadas tão ao sul quanto Nova York e Idaho.
Ainda assim, o fenômeno pode permanecer mais ao norte ou estender-se ainda mais para o sul, dependendo da interação entre a CME e o campo magnético terrestre.
A que horas as auroras poderiam aparecer?
A previsão de três dias da NOAA aponta condições G1 entre meia-noite e 3h da manhã (horário de Brasília). Além disso, existe a possibilidade de um pico de atividade G2 entre as 6h e as 9h de 9 de outubro, ou seja.
Esses horários ainda podem sofrer alterações. Os especialistas continuam analisando observações de coronógrafos e modelos para determinar com maior precisão a trajetória e a velocidade da CME. Por enquanto, quem espera observar auroras deve acompanhar atentamente as atualizações referentes ao dia 9 de outubro.
A atividade solar pode não terminar aí. Horas após a erupção M1.4, a região AR4549 produziu outra erupção de classe M, desta vez uma M1.8. Além disso, as regiões de manchas solares AR4549 e AR4545 estão voltadas para a Terra e apresentaram um aumento de atividade, enquanto buracos coronais que avançam pela face do Sol orientada para o nosso planeta poderiam enviar novos fluxos de vento solar rápido, com outro período de atividade geomagnética elevada previsto para cerca de 11 de outubro.

Tempestade solar que chegará à Terra nesta sexta provocará auroras boreais, aponta previsão