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setembro 23, 2026
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Títulos do Tesouro americano voltam a disparar, e órgão anuncia intervenção

Por · setembro 23, 2026
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Os rendimentos dos títulos do Tesouro Americano de 30 anos caminhavam para alcançar o maior rendimento desde 2004. As taxas, no entanto, sofreram leve redução após o anúncio de intervenção do órgão.
Os chamados treasuries de 10 anos atingiram a máxima de 5,074%, o maior nível para um rendimento desde junho de 2007, e caminhavam para ultrapassar a marca e superar a máxima desde 2004. Já o papel de 30 anos alcançava 5,38%, o maior nível desde a crise econômica global.
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Após a disparada, o Tesouro americano anunciou uma nova intervenção no mercado para tentar baixar as taxas. O órgão informou que comprará até US$ 6 bilhões em títulos da dívida pública de prazo mais longo nesta quinta-feira, em linha com a primeira operação desse tipo sob o programa ampliado pelo secretário Scott Bessent para conter a recente alta dos títulos.
O valor máximo é três vezes o valor inicialmente comunicado aos investidores no início de agosto, de US$ 2 bilhões. Esse plano original foi abandonado em um anúncio surpreendente em 19 de agosto, quando o Tesouro disse que “pelo menos dobraria” o tamanho dessas operações.
Os Treasuries com vencimento entre 20 e 30 anos, que são o alvo das recompras de quinta-feira, ampliaram as perdas nesta quarta-feira após o anúncio.
Os rendimentos dos títulos públicos subiram em todo o mundo devido ao aumento dos custos do petróleo, desde que a guerra dos EUA com o Irã eclodiu no fim de fevereiro. Isso mudou as perspectivas para a política monetária do Federal Reserve (Fed, o BC americano), com o presidente Kevin Warsh elevando as taxas de juros de curto prazo pela primeira vez desde 2023 na semana passada, em uma tentativa de conter as pressões sobre os preços.
Bessent defendeu sua decisão de ampliar o tamanho das recompras diante das críticas de que a medida representava uma intervenção que não fazia nada para enfrentar os problemas fiscais estruturais. Ele disse à CNBC na segunda-feira que tomou a decisão depois de considerar que os mercados estavam “se afastando” dos preços de equilíbrio. Bessent destacou que o rendimento do título de 30 anos havia subido apenas cerca de 1 ponto-base entre o anúncio de 19 de agosto e 21 de setembro.
Alerta do IIF
Mais cedo nesta quarta-feira, o Instituto Internacional de Finanças (IIF) uma das maiores associações do setor financeiro do mundo alertou que tentativas de “engenharia financeira” não faziam nada para enfrentar a dinâmica subjacente da dívida.
Intervenções como a compra de títulos no mercado secundário “podem proporcionar um alívio temporário, mas não conseguem resolver os fatores estruturais que impulsionam o aumento da dívida”, afirmou o órgão em relatório.
No Brasil, a alta dos rendimentos americanos afetava a curva de juros, que estimam a taxa básica e a inflação nos anos seguintes.
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