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outubro 2, 2026
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Trump não responde sobre apoio a Flávio, mas diz que os EUA acompanham eleição 'muito de perto': 'Estamos de olho'

Por · outubro 2, 2026
Trump diz acompanhar 'muito de perto' eleição no Brasil e afirma que pleito é 'muito importante'; vídeo


O presidente americano Donald Trump voltou a ser questionado nesta sexta-feira sobre as eleições brasileiras. Ao ser perguntado se apoiava Flávio Bolsonaro (PL), adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito, o americano não respondeu, mas afirmou acompanhar a eleição de “muito de perto”.
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— Estamos de olho na coisa toda e acompanhamos essa eleição de muito perto — disse Trump a jornalistas.
A declaração é similar a outra de Trump nesta quinta-feira. Na fala, o americano disse ainda que “o Brasil é um país muito importante, é um ótimo país, os brasileiros são fantásticos”.
Trump não declarou apoio a nenhum candidato. A posição contrasta com sua atuação em eleições recentes na América Latina, como a da Colômbia, onde manifestou apoio ao atual presidente, Abelardo de la Espriella.
Pressão dos EUA e acusações de interferência
Nos últimos meses, medidas do governo Trump, como o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros e sanções contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), foram interpretadas pelo governo brasileiro como formas de pressão sobre o país. Nesta quarta-feira (30), Lula afirmou, em entrevista a um podcast, que mantém uma “boa relação” com Trump, mas disse ter alertado o presidente americano para que não interfira nas eleições brasileiras.
No discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, Lula também criticou o que considera tentativas de pressão externa sobre o Brasil.
— O Brasil não cabe no quintal de ninguém — afirmou o presidente na ocasião.
As preocupações também chegaram ao Congresso americano. Na semana passada, 31 congressistas enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, acusando o governo Trump de interferência e afirmando que as medidas adotadas representam uma ameaça à soberania brasileira. Nesta semana, senadores americanos encaminharam novo documento ao Departamento de Estado, pedindo que Washington reconheça o resultado das eleições independentemente de quem seja eleito.
Entre os pontos citados pelos parlamentares estão as sanções contra ministros do STF, as tarifas adicionais sobre produtos brasileiros e a nomeação de Darren Beattie, crítico de Lula, para atuar em questões relacionadas ao Brasil no Departamento de Estado.
Segundo a Reuters, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também alertou representantes da União Europeia sobre tentativas de interferência estrangeira nas eleições. Em setembro, segundo documentos da UE obtidos pela agência, autoridades brasileiras teriam citado ações atribuídas tanto aos Estados Unidos quanto à Rússia.

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