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outubro 2, 2026
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Após perder parte do terreno em leilão, Centro Educacional de Niterói, o Centrinho, não vai fechar, afirma direção

Por · outubro 2, 2026
Após perder parte do terreno em leilão, Centro Educacional de Niterói, o Centrinho, não vai fechar, afirma direção


O Centro Educacional de Niterói, conhecido como Centrinho, no Pé Pequeno, não vai encerrar as atividades. A informação foi confirmada pela direção do colégio após circularem rumores de que a escola fecharia as portas depois de parte de seu imóvel ter sido arrematada em um leilão judicial por uma empresa do ramo imobiliário. A instituição, ligada à Fundação Brasileira de Educação, terá, no entanto, seu espaço físico reduzido a partir do próximo ano.
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Segundo o diretor pedagógico Luiz Antônio de Lemos Franco Filho e a diretora-geral Margareth Araújo, o leilão, realizado em 2021, ocorreu para o pagamento de dívidas trabalhistas. Parte do imóvel foi penhorada e levada a leilão. Após as etapas de recursos, a escola perdeu essa área, mas fez um acordo com a empresa que arrematou o terreno para permanecer no local até o fim do atual ano letivo.
— O colégio não foi vendido, uma vez que faz parte de uma fundação e não pode ser vendido. O que aconteceu foi, de fato, um leilão para pagamento de dívidas trabalhistas e parte do imóvel foi penhorada, levada a leilão e arrematada. O Centro Educacional passou por uma cogestão lá atrás que, infelizmente, culminou nesse problema de dívidas — explica Luiz Antônio.
De acordo com a direção, o Centro Educacional continuará funcionando no mesmo endereço, em parte do imóvel, também na Rua Itaguaí 173-A. Não houve demissões ou interrupção das aulas, e a previsão é manter o atual quadro de funcionários no próximo ano. As matrículas para novos alunos já estão abertas e, segundo a escola, as famílias são informadas sobre a nova estrutura no momento da inscrição.
A principal mudança será no tamanho da área disponível. O colégio, que ocupava cerca de 20 mil metros quadrados, passará a funcionar em aproximadamente 4 mil metros quadrados. Das três quadras atualmente existentes, uma permanecerá. Segundo a direção, os prédios necessários ao funcionamento da escola também serão mantidos.
O terreno foi arrematado pela Selling Corretagem Imobiliária Ltda., que confirma a permanência da escola no local. “A Selling avalia como positiva a solução alcançada”, disse a empresa ao GLOBO-Niterói, em nota.
Reuniões com responsáveis
O Centrinho, que já teve mais de dois mil alunos, trabalha com um número reduzido nos últimos anos. A direção afirma que a redução do espaço não deverá alterar a proposta de manter turmas mais enxutas. Na educação infantil, são no máximo 15 alunos por turma; no fundamental I e no ensino médio, até 25, segundo o diretor.
Para Luiz Antônio, mais importante que a dimensão do terreno é preservar a filosofia que caracteriza o Centrinho. A proposta, segundo ele, prioriza a participação dos alunos no processo de aprendizagem, o acolhimento e uma relação menos convencional entre estudantes e professores.
— A diferença do Centro Educacional para os outros colégios é a metodologia, o acolhimento, aquilo que a gente faz com maestria. A gente entende que os alunos precisam participar efetivamente no processo de aprendizagem, e não só o professor. A redução da área também poderá diminuir os custos de manutenção e administração do espaço, diante da atual situação financeira da instituição, dando um novo fôlego para fazermos o que fazemos melhor, que é educar — afirma.
A escola começou nesta semana a conversar com as famílias sobre a mudança. Reuniões por segmento estão sendo realizadas para apresentar o novo espaço e discutir a continuidade dos alunos. As rematrículas ainda não foram abertas, segundo a direção, porque a instituição pretende primeiro apresentar a estrutura às famílias.
O prédio mais característico do Centrinho, conhecido por suas salas em formato de colmeia, é tombado pelo município de Niterói. Segundo a direção, essa estrutura será mantida.

Após perder parte do terreno em leilão, Centro Educacional de Niterói, o Centrinho, não vai fechar, afirma direção