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outubro 2, 2026
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Síndico acusado pela morte de corretora e ocultação de cadáver vai a júri popular em Goiás

Por · outubro 2, 2026
Síndico acusado pela morte de corretora e ocultação de cadáver vai a júri popular em Goiás


Cleber Rosa de Oliveira, acusado de matar a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, em dezembro de 2025, em Caldas Novas (GO), irá a júri popular após decisão do Ministério Público de Goiás (MPGO) nesta sexta-feira. A Justiça aceitou a denúncia de crime de perseguição reiterada (stalking) contra a corretora. A decisão da 1ª Vara Criminal da comarca determinou que Oliveira, que era síndico do edifício onde a vítima morava, seja submetido ao Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, mas a data do julgamento ainda não foi definida. Oliveira continua preso preventivamente.
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“A decisão destaca que, na fase de investigação, o acusado admitiu ter transportado o corpo, abandonado o cadáver em local isolado e descartado a arma e o celular da vítima, além de ter indicado às autoridades onde estavam os restos mortais e o aparelho. Em juízo, ele exerceu o direito ao silêncio”, diz o MPGO em nota.
O corpo de Daiane foi encontrado após 42 dias de buscas, com uma bala alojada na cabeça. Oliveira foi preso sob acusação de tê-la assassinado e confessou ter cometido o crime depois de uma suposta discussão no subsolo do edifício em que a corretora morava. A causa da morte foi identificada como traumatismo cranioencefálico compatível com disparo de arma de fogo, e a perícia concluiu que ocorreram, pelo menos, dois disparos contra a mulher.
Na decisão, a Justiça também manteve as três qualificadoras descritas na denúncia: motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, na modalidade emboscada. A defesa de Oliveira havia pedido o afastamento das qualificativas, mas a magistrada que acompanha o processo sustenta que só poderiam ser excluídas se fossem improcedentes, o que não se aplica no caso.
“Segundo a denúncia, o acusado desligou o disjuntor de energia do apartamento da vítima para atraí-la ao subsolo do edifício, onde a atacou por trás, encapuzado e de luvas. Daiane teria sido levada a uma área de mata, nas proximidades da rodovia GO-213, e morta com dois disparos na cabeça em dezembro de 2025. O corpo só foi encontrado em 28 de janeiro deste ano. A motivação seria o inconformismo do acusado com o exercício profissional da vítima no condomínio, após a retomada, por ela, da administração dos apartamentos de sua família”, aponta o MPGO.
Em nota obtida pelo g1 nesta sexta-feira, a defesa de Cleber afirma que recebeu a decisão com serenidade e pontua que a decisão “não encerra qualquer juízo de culpa”.
“Trata-se de mero juízo de admissibilidade da acusação, de natureza provisória, que se limita a submeter o caso à apreciação do Tribunal do Júri, sem exame definitivo do mérito. A equipe de defesa procederá à análise detida do inteiro teor da decisão e avaliará, no prazo legal, a possibilidade de interposição do recurso cabível”, diz a defesa.
Entenda o caso
A corretora de imóveis desceu ao subsolo de um edifício em Caldas Novas para verificar um problema no fornecimento de energia. O corpo dela foi localizado em uma região de mata da cidade meses depois do ocorrido. Na ocasião, Cléber disse à polícia que agiu sozinho e contou que saiu do condomínio em sua picape, com o corpo de Daiane na carroceria.
Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás pelo crime de perseguição reiterada, também chamada de stalking, contra Daiane. A acusação cita agressões físicas e verbais praticadas por ele ao longo de dez meses, no ano passado. A promotoria afirma que Cléber ameaçou a integridade física e psicológica de Daiane, por exemplo, com monitoramento constante e perturbação das suas atividades.
(*Estagiária sob supervisão de Alfredo Mergulhão)

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