O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve a tornozeleira eletrônica substituída na última terça-feira, 29 de setembro, enquanto cumpre prisão domiciliar em Brasília. A troca foi registrada em relatório da Polícia Militar do Distrito Federal incluído na processo de execução penal do ex-presidente, no Supremo Tribunal Federal (STF), que reúne informações sobre sua rotina e as ocorrências relacionadas ao monitoramento.
Segundo o documento, uma equipe do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME) esteve na residência de Bolsonaro, que fica localizada no bairro Jardim Botânico, entre 16h20 e 16h40 para realizar a troca do equipamento. Os policiais precisaram utilizar o telefone funcional de uma agente penal para fazer a vinculação e a desvinculação das tornozeleiras.
O relatório não informa o motivo da substituição. Também não há, no documento, indicação de que Bolsonaro tenha violado o equipamento ou descumprido as condições da prisão domiciliar.
O registro faz parte de um relatório de atividades referente ao período entre 24 e 30 de setembro. O documento reúne informações sobre advogados que estiveram na residência, consultas médicas, sessões de fisioterapia, atividades físicas e outras ocorrências relacionadas à rotina do ex-presidente.
A substituição ocorre enquanto Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista.
Esta não é a primeira vez que Bolsonaro precisa trocar o aparelho. Em novembro de 2025, o ex-presidente admitiu ter tentado abrir o equipamento com um ferro de solda. Na ocasião, a tornozeleira foi substituída após o sistema registrar uma violação.
A rotina de Bolsonaro também é acompanhada por médicos. Um relatório semanal apresentado nesta sexta-feira afirma que o ex-presidente permanece sob cuidados médicos domiciliares e apresenta quadro clínico estável.
Segundo o documento, houve “redução significativa” na recorrência e na intensidade dos episódios de soluços após o último ajuste da medicação. A pressão arterial está controlada, e o relatório aponta estabilidade cardiorrespiratória.
O acompanhamento médico registra, porém, efeitos secundários das medicações de ação central, entre eles instabilidade crônica no equilíbrio corporal e sonolência durante o dia. Bolsonaro também segue uma dieta com baixo teor de acidez e sódio e recebe cuidados preventivos para reduzir o risco de quedas e de refluxo gastroesofágico.
Bolsonaro troca tornozeleira eletrônica durante prisão domiciliar em Brasília
